Wagner Moura foi para Cuba ­ literalmente. Tantas vezes “aconselhado” em redes sociais a ir para a ilha socialista
que parece até que o ator resolveu aceitar a sugestão. Mas o motivo foi outro: as filmagens de “Wasp Network”,
longa do cineasta francês Olivier Assayas (de “Depois de Maio”). Só que antes de embarcar para a terra de Fidel,
em fevereiro, o baiano fez uma passagem relâmpago pelo Festival de Berlim, onde aconteceu a première mundial
de “Marighella”, sua estreia como diretor.

Imagem: Abdulhamid Hosbas/Anadolu Agency/Getty Images

Biografia de um dos líderes da luta armada contra a Ditadura Militar, nos anos 1960, o filme ganhou aplausos nas
sessões de imprensa e de gala. Mas as críticas foram divididas: em geral, questionaram a visão muito parcial de
Moura sobre o personagem (o longa tem um viés abertamente de esquerda), mas louvaram a urgência de narrar
uma história de resistência no contexto brasileiro bolsonarista de 2019.

Exatamente por ter um forte diálogo com o Brasil conservador de hoje, a ideia era que o filme estreasse o quanto
antes, mas ainda não há previsão de chegar aos cinemas. A distribuidora Paris Filmes, já encarregada do
lançamento desde a fase de produção, diz, por nota, que a entrada em circuito será definida “em função do cenário
previsto no calendário de estreias, que, por ora, estaria muito competitivo”.

LEIA A REPORTAGEM E ENTREVISTA COM O ATOR E DIRETOR NO UOL

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *