Grupo cobrava taxas de inscrições de candidatos a vagas que não existiam

Uma advogada foi presa por integrar uma quadrilha que aplicava golpes em ofertas em empregos no Rio de Janeiro. Adriana dos Santos Stumbo foi detida em casa, em Vila Valqueire, na Zona Oeste, por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos.

A advogada tinha um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça e foi encaminhada à Cidade da Polícia, no Jacarezinho. Ela é acusada de participar de uma associação criminosa especializada em aplicar o golpe da pirâmide do emprego, que causou um prejuízo para mais de 2 mil pessoas.

A quadrilha anunciava pela internet falsas vagas de emprego nas áreas de importação e exportação. Os candidatos aos empregos tinham que pagar uma taxa de inscrição de R$ 50, mas ninguém era contratado.

As investigações da polícia começaram no ano passado, e parte da quadrilha havia sido presa em abril de 2018, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Fábio Alexandre de Moraes, Rodrigo Martins e Rafaela Andrion estavam em uma palestra para os futuros candidatos aos empregos.

No local, a polícia arrecadou recibos dos pagamentos das inscrições e falsos contratos de trabalho. Os investigadores acreditam que os bandidos chegaram a lucrar R$ 8 mil por dia com o golpe.

Cuidados na procura por vagas de emprego

A busca por um emprego é uma realidade para mais de 1,3 milhão de pessoas no Rio de Janeiro, como aponta pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o recorde em números absolutos já registrado em toda a série histórica, iniciada em 2012.

Mas, na hora de procurar por vagas, alguns cuidados podem ser tomados para não cair em golpes. De acordo com o comentarista de segurança, Fernando Veloso, é preciso desconfiar sempre de taxas de serviço no momento da inscrição e também da cobrança por serviços de melhorias no currículo, por exemplo.

Outro cuidado é com relação aos sites para as candidaturas. Os portais oficiais para vagas de empregos públicos possuem a terminação “.gov”, e também é preciso procurar pelas agências oficiais das empresas recrutadoras. Havendo algum tipo de suspeita, o candidato pode denunciar a situação ao Ministério Público do Trabalho.

Com G1/RJ