Amado Batista está sendo investigado por crime ambiental, em sua fazenda no GO

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Apuração começou após prisão de um vereador da cidade, que estaria usando irregularmente um trator do município para uma obra particular na propriedade

A Polícia Civil está investigando a suspeita de crime ambiental na fazenda do cantor Amado Batista, em Goianápolis, a 47 km da capital. A apuração começou após a prisão de um vereador da cidade, que estaria usando irregularmente um trator da prefeitura para fazer uma obra particular na propriedade.

A prisão do político aconteceu na sexta-feira (9). O delegado Rodrigo Arana disse que o próprio vereador operava o trator no momento em que a polícia chegou. Segundo as investigações, não havia um documento autorizando o uso do patrimônio público na fazenda.

A reportagem entrou em contato por telefone com o escritório que cuida da carreira do cantor Amado Batista, mas informaram que não vão se posicionar sobre assunto particular e não haveria uma assessoria que pudesse comentar o caso.

“O trator estava sendo usado em uma Área de Proteção Ambiental, então é necessário ter licenças ambientais para fazer qualquer empreendimento no local. E nenhuma documentação foi apresentada. Estamos fazendo uma perícia no local para confirmar se realmente há alguma autorização e se poderia ser construído algo no local”, disse o delegado.

Arana explicou ainda que, durante essa perícia feita na fazenda, os agentes também tentarão intimar o cantor para prestar depoimento na polícia e apurar mais detalhes sobre o uso do trator da prefeitura na obra.

No dia em que a polícia flagrou o uso do equipamento, a Prefeitura de Goianápolis informou que o empréstimo de máquinas está previsto em um artigo da Lei Orgânica da cidade e não caracteriza crime. No entanto, a mesma lei prevê que haja a assinatura de um termo de responsabilidade.

Porém, segundo o delegado, não foi feito esse termo. Como o próprio vereador operava o trator, ele foi preso em flagrante por peculato. Porém, ele foi solto após pagar uma fiança de R$ 10 mil. Ele também é investigado por improbidade administrativa. O cantor também pode responder pelos mesmos crimes se ficar comprovado que ele tinha conhecimento das irregularidades.

Do G1/GO

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