Testemunhas começaram a ser ouvidas. Fagulhas do motor da embarcação pode ter ocasionado a explosão, segundo o delegado

A Polícia já começou a ouvir as testemunhas do acidente em um barco que explodiu no Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, na última sexta-feira (7). Após o acidente, duas pessoas ficaram feridas e outras 16 seguem internadas.

O delegado que cuida do caso, Lindomar Ventura, disse que os depoimentos dos sobreviventes foram esclarecedoras para entender as circunstâncias do acidente. Dois delas foram ouvidas ainda na enfermaria do hospital.

As testemunhas contaram que havia cinco vasilhas, cada uma com mil litros de gasolina na embarcação. A última vasilha, que tinha sido abastecida pelo carro-pipa ainda não tinha sido lacrada quando um dos tripulantes tentou funcionar o motor do barco.

Segundo a polícia, um dos sobreviventes chegou a ver fagulhas nos cabos da bateria quando a ignição do motor foi acionada.

“Com esses levantamentos já foi possível saber o que aconteceu no momento da explosão. Tudo indica que foi no sistema de partida do motor. Naquele momento, tinha feito o carregamento de quatro caixas e estavam concluindo o da última caixa de gasolina. A caixa ainda estava aberta, provavelmente, havia muito vapor e uma fagulha do sistema de partida do motor pode ter causado a explosão”, afirmou o delegado Lindomar Ventura.

A polícia ainda não sabe se existiam outras pessoas no barco, além das 18 vítimas que foram encaminhadas ao Pronto-socorro, mas tenta localizar uma mulher que teria desistido de embarcar com medo de viajar em um barco cheio de recipientes com gasolina.

O delegado disse ainda que os sobreviventes relataram que houve uma preocupação por parte de alguns passageiros que se preparavam para fazer a viagem.

“Já sabemos também que houve essa preocupação por conta de uma carga perigosa como aquela e isso foi levado ao conhecimento do dono da embarcação, mas nenhuma providência foi tomada”, revelou Ventura.

De acordo com a polícia, o proprietário do caminhão que abastecia o barco já foi identificado e será intimado para prestar depoimento. Além dele, mais seis pessoas ainda serão interrogadas. De acordo com o delegado, o inquérito deve ser concluído em um prazo de 30 dias.

Com G1/AC