Bebê engatinhou no sangue da mãe, mas réu fala em Deus e prostituição

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Defesa nega que criança tenha presenciado mãe ser morta, mas promotoria exibiu slides e alega o contrário

Douglas Almeida Soares da Silva, 25, olhava para baixo no plenário da 2ª Vara do Tribunal do Júri na manhã desta segunda-feira (25). Com camiseta branca, estampada com os dizeres “luz do mundo”, foi a julgamento por assassinar a esposa com espancamento e, depois de morta – alega a acusação – atingi-la com facadas, cenário sangrento, os cômodos da casa, onde estava a filha de pouco mais de 1 ano.

Nesta segunda, mais de um ano depois do crime que aconteceu no dia 18 de maio de 2018, no Jardim Itamaracá, em Campo Grande, citou “Deus” – alegando que a esposa confrontava a crença – e a suposta confissão da vítima, Joice dos Santos Sampaio Magalhães, que, diz ele, se prostituía.

Isso que ele fez com a mulher que dizia amar”, alegou o promotor (Foto: Marcos Maluf)

Joice foi morta aos 28 anos dentro de casa, em um dos cômodos no lugar onde viva com Douglas e a filha. A bebê, diz a acusação, percorreu caminho, dentro da casa, onde estava o sangue da própria mãe.

Para corroborar a acusação, o promotor George Zarour Cezar chocou o júri com as imagens da vítima, cujas lesões provocadas pelo espancamento chegaram a atingir a massa cerebral. A perícia, alegou o promotor, precisou abrir o crânio de Joice para identificar a gravidade do traumatismo encefálico.

Ilustraram os slides do promotor, também, o recorte de cada cômodo da casa por onde alega ter “andado” a filha do réu, que ainda engatinhava à época. A defesa – defensoria pública do Estado – nega que a criança tenha presenciado o crime ou percorrido a casa pisando em sangue e já tentou, com a negativa, abrandar os 22 anos de condenação que o crime já rendeu à Douglas.

Além de acusá-la de prostituição, Douglas disse que Joice “tentou cometer suicídio três vezes”, e que no dia em que foi morta “estava descontrolada e alterada, falando que ele merecia ser traído”.

“Ele tenta menosprezar a vítima, a difamando em sua personalidade . Os laudos periciais no local foram muito importantes e trazem muita lucidez de como foi a cena”, disse o promotor.

O promotor citou o barulho ouvido pelos vizinhos que, afirmou, fazem com que seja impossível que a criança, dentro da casa, não tenha ouvido ou mesmo presenciado o assassinato. LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO CAMPOGRANDENEWS

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