Em Alagoas, promotor que deu oito tiros em caixa de som de vizinha responderá por dois crimes

Compartilhe
Read Time2 Minute, 15 Second

Crimes de dano e exercício arbitrário das próprias razões serão julgados na Justiça Comum

O procurador-geral de Justiça de Alagoas em exercício, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque, concluiu na última segunda (20) que o promotor de justiça Adriano Jorge Correia de Barros Lima praticou os crimes de dano e exercício arbitrário das próprias razões, ao dar oito tiros contra uma caixa de som de sua vizinha. A ação violenta interrompeu os festejos do em uma casa no condomínio Aldebaran Beta, em Maceió (AL), onde três mulheres comemoravam o réveillon 2020.

O chefe em exercício do Ministério Público de Alagoas (MPAL) argumentou que o promotor alvo da apuração deve ser enquadrado nos artigos 163 e 345 do Código Penal Brasileiro. O primeiro trata do ilícito de dano: “destruir, inutilizar ou deteriorar coisa alheia”, que prevê pena de detenção de uma seis meses, ou multa. Já o segundo fala sobre “fazer justiça com as próprias mãos para satisfazer pretensão”, com previsão, também de detenção, de 15 dias a um mês.

“Como a soma das penalidades, em caso de condenação, não ultrapassaria o tempo de dois anos, o caso será julgado por um Juizado Especial, conforme estabelece o artigo 61 da Lei nº 9.099/95”, explicou o MPAL.

A ocorrência

A caixa de som custava R$ 3 mil e animava a festa entre amigas. E o promotor não apresentava sinais de embriaguez, de acordo com o delegado plantonista Alexandre César, que atendeu a ocorrência após o promotor ser conduzido pela Polícia Militar para a Central de Flagrantes.

Segundo os registros da ocorrência, o promotor confessou para a policiais militares que atenderam a ocorrência no condomínio sua iniciativa de atirar no equipamento, porque o som estava muito alto.

Ao se comprometer em ressarcir o som danificado, Adriano Jorge contou que usou sua arma de fogo após não ter sido atendido em vários pedidos para que as pessoas baixassem o volume do som. E ainda relatou ter sido destratado e ligado várias vezes para o Centro de Operações Policiais Militares (Copom), por causa do volume do som das vizinhas.

O boletim de ocorrência registra que a perícia técnica foi acionada e a arma do promotor, uma pistola. 380 com carregador, foi entregue sem munição.

O promotor não comenta sobre o assunto com a imprensa. (Com informações da Ascom do MPAL).

+destaques

0 0
Happy
Happy
0 %
Sad
Sad
0 %
Excited
Excited
0 %
Sleppy
Sleppy
0 %
Angry
Angry
0 %
Surprise
Surprise
0 %
Close