Câmera Record vai exibir a entrevista no próximo dia 28

A equipe do programa Câmera Record entrevistou o traficante Fernandinho Beira-Mar, que revelou aos jornalistas que estava controlando seus negócios de dentro da Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia, onde ficou preso um longo período.

O criminoso falou sobre o tráfico internacional de armas e drogas, da crueldade ao executar desafetos, das conexões com o grupo paramilitar as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e da parceria com lideranças de outras organizações.

“Eu sou amigo da cúpula do PCC. Tenho muito respeito pelo Marcola , muita admiração porque ele é um cara honrado. A gente puxou cadeia junto. Eu estava no Regime Disciplinar Diferenciado, em Presidente Bernardes, e ele também”, revelou o criminoso , elogiando Marcola, líder da organização criminosa.

Condenado a mais de 200 anos de prisão, ele é considerado um homem cruel com seus inimigos. Entre os crimes comandados por ele, uma delas manchou de sangue sua ficha criminal.

Em agosto de 1999, a Polícia Federal interceptou uma conversa telefônica. Do outro lado da linha está Michel dos Santos, que teria tido uma relação com uma namorada de Fernandinho. Então, ele foi sequestrado, torturado e esquartejado vivo.

Ao ser questionado sobre esse episódio pelo repórter Domingo Meirelles, Beira-Mar muda o tom de voz, critica a gravação da polícia, mas assume a responsabilidade de ter mandado torturar e matar Michel.

“As pessoas não entendem que às vezes você toma tipos de atitude no calor do momento. Eu tive razão de tomar aquela atitude”, confessa. 

Agora, ao rever seus crimes, ele diz não pensar no passado: “Em vez de ficar pensando nos erros que eu cometi, penso no meu futuro. O que eu tenho que fazer para não repetir… Pra eu ter uma vida diferente. Eu penso em ter uma vida diferente”, afirma.