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A maioria das marcas que você usa no dia a dia está na bolsa

Nos últimos tempos no Brasil muito tem se falado em ações, investimentos, bolsa de valores, aplicações, Tesouro Direto, enfim, uma série de palavras que já fazem parte de seu dia a dia, mas que a maioria não entende, ou quer conhecer. Se é esse seu caso, vamos a alguns exemplos de marcas que estão em sua rotina, e também operam na bolsa.

Mas antes, uma brevíssima explicação. A bolsa de valores é um mercado organizado onde se negociam partes de sociedades (empresas) de capital aberto (quando estão na bolsa), que podem ser privadas ou públicas.

Essas partes são chamados de ações, uma fração do valor da companhia que é negociada em um pregão (horário de funcionamento da Bolsa, no Brasil, das 10 às 17 horas, de segunda a sexta).

Essas empresas no geral são de grande porte e muitas vezes são multinacionais, mas temos várias empresas nacionais no mercado, como a JBS, Natura, Cyrela, só para citar alguns exemplos.

Qualquer empresa pode se tornar pública. Basta fazer IPO.

Aqui, outro parêntese

O QUE É IPO

Quando uma empresa se estabelece no mercado, seu objetivo é, obviamente, crescer. Só assim consegue expandir sua oferta de produtos ou serviços. Esse crescimento pode se dar basicamente de duas formas: ou é um crescimento orgânico, em que a empresa reinveste todo seu lucro para financiar seu crescimento, ou então a empresa toma dinheiro emprestado a uma taxa que seja menor do que a taxa de aumento do lucro que espera obter a partir daquele investimento.

No entanto, tomar dinheiro no mercado financeiro é caro. As taxas nem sempre são baixas, existe uma limitação de capital que pode ser levantado a partir do empréstimo, entre outras dificuldades.

Outra forma de a empresa obter dinheiro é convidando um sócio que concorde em aportar dinheiro no negócio e se beneficiar do crescimento futuro que será financiado por aquele aporte. Conseguir um sócio é a forma mais barata de se conseguir dinheiro. O sócio dá seu capital a risco em troca de uma expectativa de lucro (que pode ou não se realizar).

Nesse modelo, há o risco de o sócio querer participar da gestão do negócio, interferindo no dia a dia da empresa, o que pode ser bom, se houver sinergia de ideias com os proprietários, ou não, o que causará conflitos que, eventualmente, podem prejudicar a empresa.

A partir de determinado tamanho, a empresa pode considerar mais vantajoso conseguir muitos sócios, milhares deles, ao invés de apenas um.

É nesse momento que pode decidir por fazer um IPO – sigla que, traduzida para o português, significa Oferta Pública Inicial.

VOLTANDO

A verdade é que a bolsa só é lembrada quando está em alta ou quando está em queda. E muitas vezes é tratada como cassino. Bolsa não é cassino!
Para qualquer ativo, existe uma oferta e uma demanda que regula os preços no mercado de ações. Até títulos de renda pública variam no curto prazo, e eles não são chamados de cassino, então por que a bolsa é?

A Bolsa de Valores é cíclica, os setores são cíclicos e cada empresa tem seu ciclo, tanto de alta como de baixa.

Vamos aos exemplos de empresas que operam na bolsa e estão no seu dia a dia:

Você acorda e escova os dentes usando uma pasta de dente da Colgate (COLG34). Entra no banho, usa o sabonete da Johnson (JNJB34) e lava o cabelo com o shampoo da Univeler (ULEV24).

E o que você veste?

Camisa que comprou na Hering (HGTX3), com uma calça de Renner (LREN3) e uma alpargatas. E é lógico que não poderia faltar um perfume na Natura (NTCO3). E não pode esquecer de sair sem comer algo. Talvez um pão com manteiga, uma fruta, um yogurt. Tudo isso que você comprou da última vez que fez compras no Carrefour (CRFB3) ou no Pão de Açúcar (PCAR4).

Toma um último copo de água (SBSP3) e vai para o trabalho com o seu carro e que foi abastecido com gasolina (PETR3). Ao chegar no escritório, você fica em um prédio que foi erguido por alguma das maiores construtoras do Brasil, como a Cyrela (CYRE3), a Gafisa (GFSA3), a Ez te (EZTC3) ou a JHSF (JHSF3).

Investindo em ações

Bom, o primeiro passo você já deu. Entendeu que bolsa não é cassino e sim um meio onde empresas são negociadas.

A grande pergunta, e que todos tentam responder é:
Qual o preço que essa empresa vale?
Ou melhor…
O quanto essa empresa valerá no futuro?

Quando você faz esse tipo de pergunta e tenta buscar o valor da empresa, você está analisando os fundamentos da ação. Ou seja, compreendendo o modelo de negócio da empresa, ciclo econômico, estoque, mercado competitivo, custos e despesas operacionais e entre outros aspectos
relevantes para determinar o valor de mercado dela.

Ganhando ou perdendo

Basicamente, a partir de informações do noticiário diário, você consegue prever (ou tenta) se ações de determina empresa vai subir ou cair, e é com base nisso que você saberá se é hora de comprar ações, ou vender aquelas que você comprou antes. Vamos tomar como exemplo uma determinada companhia que opera na bolsa. Um acidente em uma das suas fábricas faz cair o preço das ações. Com isso, elas ficam em baixa, e normalmente os acionistas menores, vendem para evitar maiores perdas, prevendo que talvez a empresa leve muito tempo para se recompor. Mas, uma notícia no dia seguinte informa que a empresa encontrou ouro em uma de suas propriedades. Isso faz com que suas ações disparem para cima, e quem vendeu por causa do acidente, perdeu, que se manteve ganhou, e quem comprou as ações na baixa (mais barato ainda por causa do acidente) ganhou muito mais.

Portanto, um dos requisitos essenciais para quem quer operar na Bolsa é estar ligado nas notícias do dia a dia. É bom ficar ligado mesmo, porque enquanto a bolsa fecha no Brasil, na Asia ela abre, e o dinheiro nunca para. Portanto, se você estiver dormindo quando acontecer um terremoto na Japão, por exemplo, aquelas suas ações da Mitsubishi vão despencar.

Perfis

As corretoras operam basicamente com dois perfis de investidores, os agressivos (que não tem medo de perder dinheiro) e os conservadores, aqueles que preferem ações de estatais, empresas mais consolidadas, como Apple (AAPL34), por exemplo, que variam muito pouco (com exceções, claro).

O Bradesco (BBDC4) tem uma corretora chamada Àgora, onde você pode cadastrar um ‘home broker‘, algo do tipo ‘faça você mesmo’, ou seja, você vai estar operando diretamente na bolsa interagindo com os corretores.

Mas se você faz a linha aventureiro, baixe um aplicativo em seu celular e mergulhe no mercado de ações. Uma das opções é o Warren que é um aplicativo bem intuitivo para quem está começando.

Alternativas mais simples podem ser encontradas nos bancos virtuais, como Nubank, C6 e Neon que tem áreas próprias de investimentos, com opções bem simples e seguras.

Vale lembrar que, qualquer que seja seu perfil, não coloque todas as suas economias na Bolsa. Apesar de não ser um cassino, é uma forma super rápida de perder dinheiro também, caso você não saiba o que está fazendo.

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