Escavações encontram crânio de réptil gigante de 8 milhões de anos no AC

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Mandíbula havia sido encontrada no mesmo local em julho. José Militão, carpinteiro de 58 anos, diz que vai continuar as escavações

Movido pela curiosidade de encontrar mais vestígios do Purussauro – um réptil pré-histórico – o carpinteiro José Militão, de 58 anos, continuou as escavações às margens do Rio Acre, em Brasileia, no interior do estado.

E logo após ter achado a mandíbula do réptil que viveu na região há 8 milhões de anos, ele encontrou o crânio e completou a cabeça do animal, que foi levada para o laboratório de paleontologia da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, nesta quarta-feira (7).

Militão disse que nas horas vagas costuma ir pescar. Foi assim que encontrou, junto com o filho Robson Cavalcante, de 11 anos, a primeira parte do animal. E, segundo ele, a vontade de achar o restante do corpo o motivou.

“Continuei a escavação com meu filho, conseguimos encontrar a outra parte da cabeça e o pessoal [da Ufac] veio dar assistência. Foi curiosidade mesmo, a gente achava que tinha outra parte. Uma semana depois do primeiro achado, encontrei e fiquei cavando até achar um ponto certo e ligar para os pesquisadores”, conta orgulhoso.

O paleontólogo da Universidade Federal do Acre (Ufac), Jonas Filho, conta que o Purussauro tem cerca de 10,5 metros. Só o crânio mede, segundo o pesquisador, 1,40 metro. Na última quarta-feira foi feita a retirada total deste crânio, completando assim a estrutura da cabeça do réptil.

“Ele foi levado para a universidade e vai passar por um processo de restauração, de colagem, para fins de estudos e depois exposição e isso é uma etapa demorada. Até então, o que sabemos é que é um Purussauro brasiliense, mas pode ser uma nova espécie. Temos que aprofundar essa informação, porque tudo que a gente viu foi a priori”, explica o estudioso.

O crânio estava próximo do local onde a mandíbula foi achada, bem ao lado. Por isso, os pesquisadores não têm dúvidas de que se trata do crânio da mesma espécie achada há alguns dias.

“Estavam lado a lado [as partes], só que o outro estava em uma parte do barranco mais baixo e deu pra ver logo a princípio. Se estivessem distantes, a gente podia suspeitar, ter dúvidas, mas estava muito próximo e as proporções são as mesmas”, especifica.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO G1/AC

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