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Sentença de pronúncia foi publicada nesta quinta-feira (27). Data para julgamento de Ueliton Aparecido da Silva, de 35 anos, ainda não foi definida

Ueliton Aparecido da Silva, de 35 anos, acusado de matar a pauladas a professora e ex-companheira Joselita Félix, de 47 anos, em março deste ano, vai a júri popular. A decisão é do juiz José Gonçalves da Silva Filho, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho. Ainda não há data definida para ocorrer a sessão.

Conforme sentença publicada nesta quinta-feira (27), o magistrado pronunciou Ueliton Aparecido para que ele seja submetido ao julgamento pelo feminicídio cometido contra a educadora e também a tentativa de homicídio contra o pai da vítima, Francisco Félix, de 74 anos.

Ainda conforme a pronúncia, os crimes foram cometidos pelo acusado foram “por motivo fútil”, já que “as vítimas foram pegas de surpresa e não poderiam oferecer resistência”.

O juiz determinou também que Ueliton continue preso até o julgamento, pois o acusado “apresenta acentuada gravidade concreta”. Ele segue preso na unidade prisional Pandinha, na capital.

Em audiência de instrução no mês passado, Ueliton foi interrogado e confessou ter matado Joselita, mas negou que tenha sido a pauladas. Disse que a empurrou para se defender e que a educadora teria caído e batido a cabeça. O réu alegou “legítima defesa”, após ter sido supostamente “agredido por Joselita e pelo pai da vítima ao mesmo tempo”.

Ueliton foi acusado pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) de tentativa de homicídio e feminicídio. A vítima e o acusado ficaram juntos cerca de 3 anos.

Conforme a denúncia, Ueliton, inconformado com o término do relacionamento com a vítima, foi até a casa do pai dela, Francisco Félix. Primeiro, o acusado arrombou a porta da residência e, com uma faca, desferiu golpes contra o idoso. Depois, pegou um pedaço de madeira usado para fechar a porta e agrediu inúmeras vezes a professora.

Morte de Joselita

O crime aconteceu na manhã do dia 17 de março, um domingo, em Candeias do Jamari. Joselita, vítima de feminicídio, não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu minutos depois de ser agredida. Um dia antes de ser assassinada, a educadora mandou áudios para uma amiga dizendo que pretendia entrar com uma medida protetiva contra Ueliton.

O caso ganhou destaque na edição do dia 24 de março deste ano do Fantástico, além de ter gerado forte repercussão e revolta da população. A prefeitura de Porto Velho divulgou nota em sinal de luto lamentando a morte da servidora pública.

Com informações de Mayara Subtil – G1

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