Ex-deputada federal Jozi Araújo é incluída na lista de foragidos da Interpol

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Ela é apontada como mentora de quadrilha criminosa que atuava em fraudes de sindicatos no AP

A Justiça Federal no Amapá determinou a inclusão da ex-deputada federal Jozi Araújo (Podemos) na rede de Difusão Vermelha da Organização de Polícia Internacional (Interpol). A decisão foi publicada junto com a negativa ao pedido da defesa dela de revogar a prisão preventiva, emitida em maio, quando ela foi alvo da Operação Sindicus. Desde então ela é considerada foragida.

No pedido de revogação da prisão preventiva, a defesa da ex-parlamentar alega que as informações contidas na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) são erradas, o que acabou “distorcendo a realidade e levando o Juízo ao erro”.

Em outra parte, a defesa justifica o pedido classificando o problema como um caso à parte na vida da ex-deputada que é designada no documento como um “cidadão de bem”.

“[…] a decretação da prisão preventiva da ora denunciada, além de antijurídica é um desestímulo à sociedade, que vê um cidadão trabalhador, pai de família, primário, sendo tratado, em juízo de cognição sumária, como se um bandido fosse, servindo de holofote para a mídia sensacionalista capaz de enterrar para sempre a vida de um cidadão de bem”, mostra o trecho do pedido.

Em negativa ao pedido da defesa, o juiz Leonardo Hernandez Soares, da 4ª Vara Federal, decidiu manter o mandado de prisão preventiva em nome da ex-parlamentar. Ele também acatou a solicitação do MPF de incluir o nome de Jozi Araújo na lista de procurados da Interpol. O documento foi assinado na sexta-feira (5).

Jozi Araújo é considerada foragida pela Polícia Federal (PF) desde maio, quando não foi localizada durante a Sindicus, realizada para desarticular a organização criminosa que criou sindicatos de fachadas para obter o controle político na Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap). Ela é apontada pelo MPF como mentora desse esquema de corrupção.

O grupo, que seria composto também por parentes da ex-deputada, teria desviado mais de R$ 300 mil, segundo o MPF, entre 2013 a 2017. Ao todo, a denúncia mostra que sete sindicatos de fachada foram criados pela organização criminosa:

  1. Sindicato das Indústrias de Joalheria e Ourivesaria (Sinjap)
  2. Sindicato das Indústrias de Extração de Óleos Vegetais e Animais (Sindeva)
  3. Sindicato das Indústrias da Construção e Reparação Naval (Sinav)
  4. Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose (Sinpel)
  5. Sindicato das Indústrias de Material Plástico (Sinpat)
  6. Sindicato das Indústrias da Pesca no Estado do Amapá (Sindesp)
  7. Sindicato das Indústrias de Mármore e Granitos (Sindmag)

Do G1/AP

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