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Ex-funcionária de hospital diz ter sido abusada por médico há 9 anos

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Esta é a 19ª denúncia contra o médico, Edilei Rosa de Novaes, de 74 anos; o suspeito já foi preso por importunação sexual mas foi solto após pagar fiança

O número de mulheres que procuraram a Polícia Civil nos últimos 15 dias para denunciar um médico ginecologista por abuso sexual em Belo Horizonte já chega a 19. Edilei Rosa de Novaes, de 74 anos, atendia no Hospital Santa Fé, na região Leste da capital mineira e foi afastado de suas funções no dia 27 de novembro.

Um dos últimos depoimentos que chegaram à polícia é de uma mulher que trabalhou no hospital entre 2006 e 2010. Ela é a segunda funcionária da maternidade que acusa o médico de assédio.

Segundo a ex-funcionária, durante o período em que trabalhava no local, ela se sentia incomodada com a maneira que o médico tratava as pessoas.

— Ele estava sempre abraçando todo mundo, beijava. Fazia questão de ficar tocando, dando beijo no rosto.

A mulher contou que as investidas do médico a incomodaram tanto que ela pediu transferência para outro hospital, mas após dois meses teve que voltar.

Mesmo trocando o horário de trabalho, a vítima foi abordada pelo médico. De acordo com ela, durante um plantão noturno, ele a encontrou no hospital e a assediou.

— Quando me pediram para voltar eu informei que só faria isso se pudesse trabalhar a noite, já que não queria me encontrar com ele. Mas um dia durante um plantão ele me abordou e me assediou.

O abuso foi o estopim para a mulher. Após o episódio de assédio, ela pediu demissão do hospital mas não chegou a denunciar o homem por medo de não conseguir outro emprego.

— Eu não denunciei ele na época porque sabia que não iria conseguir emprego mais em lugar nenhum, já que são pessoas poderosas.

Abusos

O médico foi preso no dia 27 de novembro suspeito de assediar uma paciente durante uma consulta, em um hospital particular de Belo Horizonte e liberado no dia seguinte após pagar fiança de R$ 20 mil. 

De acordo com a vítima, uma jovem de 22 anos, durante o procedimento, Edilei Rosa Novaes, começou a assediá-la verbalmente e, ao final da consulta, ele a segurou pelo braço e tentou beijá-la à força.

Segundo o médico, o namorado da vítima foi autorizado a entrar no consultório mas não quis e que a consulta transcorreu de forma tranquila.

O Hospital Santa Fé disse que, se comprovadas as denúncias, o médico poderá ser expulso do quadro de profissionais da unidade de saúde. Via R7

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Jornalista, editor de Painel Político, consultoria e assessoria.

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