Falso anúncio de empregos divulgado pelo Whatsapp faz pessoas madrugarem em fila no RJ

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Boatos em redes sociais falavam em inauguração de posto do Sine. Governo do RJ esclarece que a notícia é falsa

Um falso anúncio de empregos levou dezenas de pessoas a formar fila no Centro de Niterói no início da manhã desta sexta-feira (16).

Áudios que circulavam por WhatsApp esta semana davam conta da inauguração de uma suposta sede do Sistema Nacional de Empregos (Sine-RJ) na Avenida Feliciano Sodré.

“Quem tiver desempregado na sua família, manda pro Sine Niterói, a inauguração vai ser sexta-feira, dia 16, na rua da rodoviária, oito da manhã. Eu não vou ‘tá’ lá. Eu trabalho na matriz, eu trabalho na sede, lá no Rio. Manda a galera pra cá porque tem muito emprego, muito emprego. Manda todo mundo pra cá. Sexta-feira, dia 16 de agosto, levar todos os documentos. Eu não vou tá lá, mas vai ter muita vaga de emprego, manda a galera toda pra lá”, dizia um dos áudios.

Paralelamente, postagens no Facebook afirmavam haver cerca de 1.500 vagas na nova unidade.

A Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Emprego e Relações Internacionais afirmou tratar-se de uma informação falsa.

“Nós não temos neste presente momento nenhum Sine sendo inaugurado [em Niterói]”, disse Ana Asti, subsecretária de Emprego e Renda, ao Bom Dia Rio.

Somente às 7h15, quando um funcionário da Prefeitura de Niterói chegou ao endereço e avisou às pessoas que não haveria inauguração, a fila se desfez.

Madrugar para nada

Érica Ferreira Machado foi uma das enganadas pelo boato. Ela chegou à fila às 4h. “A gente pega dinheiro de passagem emprestado, deixa filho pequeno em casa… estou desorientada”, disse.

“Eu fiquei sabendo por uma mensagem de áudio no WhatsApp. Minha mãe passou para mim, eu passei para as minhas primas, e assim foi”, lembra.

“No Facebook eu até não acredito muito. Mas no WhatsApp? Mandando vir para cá? Eles dão o endereço, eles dão a data! É muita sacanagem com o povo!”, revoltou-se Érica.

“É muita perversidade! Tem gente que não tem comida em casa, paga passagem e vê uma falsidade dessa?”, indigna-se Ana Cláudia Ferreira de Souza.

Do G1/RJ

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