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Reportagem do Correio Braziliense revela que a polícia foi chamada para averiguar a situação

O jornal Correio Braziliense informa em reportagem que uma funerária de Belo Horizonte recebeu 73 cadáveres entre a sexta-feira (20/3) e a noite de domingo (22/3). De acordo com laudo cadavérico, pelo menos 23 corpos tiveram como causa da morte problemas respiratórios graves, como “insuficiência respiratória aguda”, “pneumonia crônica” e “pneumonia aspirativa”, sintomas do novo coronavírus.

No entanto, dados do governo não citam mortos por Covid-19 no estado.

De acordo com um boletim de ocorrência policial, no qual a reportagem teve acesso, policiais receberam uma denúncia anônima que a funerária havia recebido 41 corpos em 48 horas.

A denúncia falava em aglomeração de pessoas no local. Ao chegar na funerária, os policiais confirmaram a informação, e em contato com o gerente do estabelecimento, Sérgio José da Silva, de 56 anos, receberam as informações sobre os demais corpos.

Funerária se manifesta por meio de nota

COMUNICADO À IMPRENSA   

Ciente de sua responsabilidade social e da importância da transparência em suas operações, o Grupo Zelo tem a informar o seguinte:

1 – Em relação ao Boletim de Ocorrência da Polícia Militar de Minas Gerais, de que o Grupo Zelo estaria recebendo um volume alto de óbitos em sua unidade Gameleira, podemos afirmar que todos os atendimentos estão dentro da normalidade.

2 – O número de atendimentos teve um aumento nos últimos dias, mas nada que possa ser considerado significativo, estando dentro da regularidade para essa época do ano.

3 – O Grupo Zelo não é responsável pela emissão de atestados de óbitos, portanto está impossibilitado de atestar a causa mortis dos atendimentos realizados.

4 – Todos os nossos colaboradores estão preparados para fazer os atendimentos segundo normas de segurança e portando os Equipamentos de Proteção Individual necessários.

5 – Até o momento, o Grupo Zelo não recebeu comunicação de nenhum caso de Covid-19 confirmado por parte dos hospitais.

6 – Quando há o caso específico de risco biológico para doença infecto-contagiosa como a Covid-19, a recomendação das autoridades de vigilância sanitária é de não se fazer a tanatopraxia, ou seja, o corpo deve ser levado ao laboratório, onde é colocado na urna. A mesma deve ser lacrada e enviada diretamente para sepultamento.

7 – Nesses casos, o hospital deve comunicar imediatamente a funerária no momento da remoção, o que, conforme já comunicado acima, não ocorreu até o momento presente. 

8 – O Grupo Zelo está à disposição para quaisquer novos esclarecimentos relacionados ao assunto.

Leia a reportagem completa no Correio

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