Governo pressiona com Bolsa Família para aprovar crédito suplementar, “sem ele, programa para em setembro”

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Ministro disse que se crédito não for aprovado pelo Congresso, além do Bolsa Família, BPC e Plano Safra também serão afetados; apesar do receio, ele afirma apostar que “isso não vai acontecer” e que valor será aprovado

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (14) que o Bolsa Família só terá recursos para funcionar até setembro caso o Congresso Nacional não aprove o crédito suplementar de R$ 248 bilhões pedidos pelo governo para este ano.

“Se o Congresso não aprovar, o Bolsa Família para em setembro”, declarou o ministro em discurso em uma audiência na Comissão Mista de Orçamento (CMO).  Guedes afirmou, ainda, que sem o crédito solicitado, outros programas, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o Plano Safra, também ficariam sem verba para funcionar neste ano.

Segundo o ministro, desses R$ 248 bilhões pedidos, R$ 6 bilhões são destinados ao programa de transferência de renda, o Bolsa Família. A maior parte desse valor, no entanto (R$ 200 bilhões) é dedicada ao pagamento de aposentadorias .

Apesar do apelo, Guedes disse estar confiante na aprovação do crédito . “Evidente que isso não vai acontecer, aposto que o Congresso vai aprovar o crédito suplementar”, ressaltou. 

Segundo Guedes, R$ 6 bilhões em verbas do crédito suplementar serão destinadas ao Bolsa Família

De acordo com o ministro, sem o crédito, os pagamentos de subsídios param em junho, de benefícios assistenciais em agosto e, do Bolsa Família, em setembro. “Tenho que apostar que o Congresso vai aprovar o crédito suplementar”, completou ele, durante audiência da Comissão Mista de Orçamento (CMO). 

Guedes reforçou a necessidade de aprovação da reforma da Previdência e disse que o crescimento desses gastos pode impedir a tentativa do governo de “salvar o País”. “Pode não dar tempo”, afirmou. 

Eles ponderou ainda que, como ministro da Economia, “manda muito pouco” e que não é ele quem decide onde são feitos cortes orçamentários, já que o presidente Jair Bolsonaro indica as prioridades do governo. “As pessoas acham que eu tenho muito mais poder do que eu tenho. O poder está em quem vai sancionar leis”, concluiu. 

Com IG Economia/Estado de Minas

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