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Polícia estima que 2.500 pessoas tenham caído no golpe. Por dia a falsa empresa faturava R$ 15 mil

Quatro pessoas foram presas suspeitas de oferecer falsas vagas de emprego e cobrarem dinheiro dos candidatos, na terça-feira (22), na rua Nestor Pestana, 27, na República, região central de São Paulo. A polícia estima que o grupo tenha faturado R$ 1 milhão nos últimos três meses.

Segundo a polícia, os golpistas conseguiam o contato das vítimas em sites de empresas verdadeiras, que ofereciam emprego. Com os dados em mãos, ligavam ou mandavam mensagens dizendo ter oportunidades de trabalho. Eles pediam dinheiro para as vítimas em troca de trabalho.

Quando a pessoa chegava no endereço onde funcionava a falsa agência tinha que pagar de R$ 280 a 400 para fazer um curso de apenas quatro horas. Ao ser aprovado para a falsa vaga, era preciso comprar o uniforme.

A polícia estima que 2.500 pessoas tenham caído no golpe. Por dia, segundo a polícia, a falsa empresa faturava R$ 15 mil. Só nos últimos três meses, o lucro chegou a um milhão de reais.

Os golpistas usavam endereços diferentes para confundir as vítimas. Gilson, que caiu no golpe por duas vezes, contou que chegou a ir em dois diferentes endereços, nas ruas Sete de Abril e Nestor Pestana, ambas na República

A mensagem que Gilson recebeu pelo celular continha erros de digitação e de português e até mesmo informava uma data de agendamento que já havia passado, mas a necessidade era tanta, que ele contou que não percebeu.

A segunda vítima é um haitiano, que após cair no golpe, com fome e sem emprego, vai voltar para o abrigo onde mora. O refugiado haitiano está no Brasil há 11 meses. O caso foi registrado no 4º DP, na Consolação, onde cerca de 60 vítimas estiveram prestando depoimento. Outros três integrantes ainda são procurados pela polícia.

Da TV Record