Invasores da Flona Bom Futuro são expulsos por ordem judicial, “Bolsonaro disse que podia”

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Megaoperação faz reintegração de posse da Floresta que foi invadida em outubro

Desde a última terça-feira, 10, que um grupo composto por mais de 200 policiais, incluindo 50 da tropa de Choque da PM de Rondônia, está cumprindo ordem de reintegração da Flona Bom Futuro, que havia sido invadida em outubro de 2018, logo após o resultado das eleições.

“Com certeza”, disseram, quase em coro, um grupo de cerca de dez invasores, quando a reportagem da Folha de São Paulo perguntou se eles entraram com a esperança de que Bolsonaro faria a regularização quando chegasse ao Planalto.

“O Bolsonaro falou, como o Brasil sabe, que as reservas não iriam existir mais”, disse um dos invasores. “Reservas abertas”, corrigiu outro, em referência de que parte da área invadida na Flona já havia sido desmatada e convertida ilegalmente em pasto em anos anteriores.

Vista aérea do acampamento / Fotos de Lalo de Almeida/Folha de São Paulo

“Eu peço pro Bolsonaro: pelo amor de Deus, cuida de nós. Os brasileiros que dependem da terra não conseguem trabalhar. Nós não temos nada”, disse, em lágrimas, o servente de pedreiro desempregado Hélio Guimarães, 46. Pai de dois filhos pequenos, a sua família está em Cacoal (RO) e é beneficiária do Bolsa Família —ganham R$ 213 mensais, segundo ele.

Presente na ação, o presidente do ICMBio, o coronel da PM-SP Homero
de Giorge Cerqueira, negou que as declarações do presidente Jair Bolsonaro contra áreas protegidas tenham incentivado invasões.

Os invasores negam, mas o desmatamento foi ampliado nos últimos meses. Desde janeiro, a Flona perdeu 737 hectares de floresta, segundo o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Trata-se da maior perda de cobertura vegetal nessa unidade de conservação em 12 anos.

Segundo levantamento da PM, havia 228 barracos no acampamento, batizado de Boa Esperança, concentrados em uma área convertida em pasto. A maioria dos invasores já havia saído do local no momento do despejo, após notificação feita na semana passada. Os que ficaram não ofereceram resistência e serão levados a Rio Pardo.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA FOLHA

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