José Augusto Marzagão, de Bragança Paulista, interior de São Paulo, registrou boletim de ocorrência na madrugada desta quarta, 10, em que relatou ter dado voz de prisão em flagrante a Julio Braga Taberti, ‘no que foi interrompido pela pessoa que acompanhava o investigado e que lhe disse’: ‘você sabe com quem está falando?’, ‘você sabe com quem está mexendo?’

Um juiz de Bragança Paulista, interior de São Paulo, registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil em que acusa uma promotora de Justiça de ‘acobertar’ o filho, que teria capotado o carro bêbado em um condomínio da cidade. O caso ocorreu na madrugada desta quarta, 10.

O juiz José Augusto Marzagão afirmou ter recebido uma ligação, à noite, de seu filho, pedindo para buscá-lo. Segundo seu relato, quando chegou ao local, ‘percebeu uma movimentação grande de pessoas, adolescentes que ali estavam e que gritavam ‘o carro capotou’, ‘vamos socorrer’, ‘estão todos ai?’.

“Percebeu então que, de fato, o veiculo relacionado havia despencado de um barranco , capotando e vindo a estacionar numa árvore, que impediu de cair dentro do lago”, consta do Boletim de Ocorrência.

Segundo o magistrado, ‘nesse momento visualizou do barranco, o investigado, condutor do veículo, que literalmente engatinhava , sendo escorado por um indivíduo do sexo masculino, jovem, cujo nome não sabe’.

“Nesse momento, ambos se aproximaram do declarante que o interpelou: “você sabe o que fez? tem consciência que poderia ter atropelado as adolescentes?”, consta no registro.

O juiz afirmou que Julio Braga Taberti, responsável pelo veículo, ‘sequer conseguia verbalizar qualquer explicação e apresentava um odor etílico muito forte, olhos muito avermelhados, e não conseguia sequer permanecer em pé’.

Consta do B.O. que o juiz, naquele momento, deu voz de prisão em flagrante a Taberti, ‘no que foi interrompido pela pessoa que acompanhava o investigado, o qual também apresentava os mesmos sinais, quais sejam, forte odor etilico, olhos avermelhados e voz pastosa, e que lhe disse’: ‘você sabe com quem está falando?’, ‘você sabe com quem está mexendo?’

O juiz afirmou ter chamado a Polícia, ‘oportunidade em que chegou ao local dos fatos um veículo Corolla , de cor preta, modelo mais recente, em cujo interior haviam os pais do investigado, quais sejam as pessoas de Marcos Taberti e Vera Taberti, que inclusive é Promotora de Justiça’.

“A mesma indagou inclusive o declarante, que foi enfático ao relatar que o investigado quase chegou a atropelar as adolescentes que atravessaram a rua, segundos antes, dele ali passar, conduzindo o veiculo incontrolavelmente, fato este também presenciado e comentado pelos demais adolescentes que estavam no local”, diz o B.O.

O juiz afirma que ‘a genitora do investigado que inclusive ele poderia ter colhido aquelas pessoas, e que estava bêbado, dando-lhe assim ciência sobre todo o ocorrido’.

“Disse-lhe também que a Policia já havia sido acionada e que estava prestes a chegar, no que todos deveriam aguardar para que o caso fosse apresentado na Delegacia.”

“Nesse momento, enquanto a genitora do investigado se dirigia a ele, o declarante, tentava acalmar os adolescentes, diante de todo o ocorrido, no que ouviu um adolescentes gritar ‘ele tá fugindo’, afirma.

Segundo o magistrado, ‘nesse momento então o investigado deixou o local dos fatos no veículo Corolla de cor preta’.

“A genitora do investigado, no entanto, ali permaneceu, tendo o declarante inclusive a interpelado no sentido ‘a senhora tem consciência que ele está fugindo e que a senhora o está acobertando?’.

O juiz afirma que, ‘nisso , ela nada respondeu, deixando logo em seguida o local em outro veiculo (VW Saveiro cabine dupla)’.

“O senhor Fernando Dominicci de Oliveira, que estava no local, disse ao declarante ‘me desculpa, pois ele estava em minha casa bebendo e foi alertado para não sair com o veiculo’, fato também confirmado pela filha de Fernando. O local possui câmeras de segurança (speed domem) que com certeza flagraram tudo o que aconteceu. Registra os fatos para as providências”, consta do boletim da polícia.

COM A PALAVRA, A PROMOTORA VERA TABERTI

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério Público. O espaço está aberto para manifestação.

Reportagem de Luiz Vassalo – Estadão e informações de Bragança em Pauta

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