Justiça decreta prisão de seguranças que chicotearam adolescente

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Adolescente foi açoitado pelos funcionários do supermercado após ser pego furtando um chocolate

A Justiça de São Paulo decretou nesta quarta-feira a prisão temporária por 30 dias dos dois seguranças que foram gravados torturando um adolescente de 17 anos no supermercado Ricoy, na Zona Sul de São Paulo. O menor foi acusado de furtar um chocolate do estabelecimento. A decisão foi assinada pela juíza Tatiana Saes Valverde Ormeleze.

No mês passado, em data ainda não explicitada, o segurança Valdir Santos, abordou o adolescente e percebeu que ele havia furtado um chocolate. Junto com o colega Davi Fernandes, 37, ele levou o menino até uma sala nos fundos do supermercado, onde o obrigaram a tirar parte da roupa e a abaixar a calça.

A dupla, então, teria usado fios elétricos trançados para improvisar um chicote e espancá-lo. Uma bola de papel foi colocada na boca do menino para que ele aguentasse a sessão de tortura sem alarmar os demais clientes. O espancamento se prolongou por cerca de 40 minutos, segundo depoimento do menino aos policiais do 80º Distrito Policial (Vila Joaniza), onde o caso foi registrado.

“Há fortes elementos ligando os representados à autoria do crime de tortura, tanto que foram divulgadas gravações do ofendido sendo açoitado pelos seguranças. Ademais, o relato da vítima é detalhado em apontar como ocorreram as agressões”, escreveu a magistrada.

A prisão dos seguranças foi pedida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Se condenados, eles podem responder pelo crime de tortura, que prevê pena de dois a oito anos de prisão.

Com Veja

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