Justiça do AM começa a julgar cinco PMs que podem ter assassinado 35 pessoas em 3 dias

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Crimes teriam ocorrido para vingar morte de um sargento

Teve início na manhã desta terça-feira (9) o julgamento de cinco policiais militares acusados de participarem de uma série de mortes ocorridas entre 17 a 20 de julho de 2015, em Manaus. Ao todo, 35 pessoas foram assassinadas.

Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), este é o primeiro processo relacionado à “Operação Alcateia”, realizada para investigar as mortes, que teriam ocorrido para vingar o assassinato de um sargento da Polícia Militar.

Os réus envolvidos no júri desta terça são acusados de uma tentativa do homicídio praticada no bairro São Geraldo – Zona Centro-Sul – e de outros dois homicídios ocorridos nos bairros Aleixo e Santo Agostinho, nas Zonas Centro-Sul e Oeste, respectivamente. O TJAM informou ainda que pelo menos três dos cinco policiais são citados em outros processos pelos mesmos tipos de crimes.

Os processos da “Alcateia” apreciados nesta terça serão presididos pelo titular da 3ª Vara do Júri, juiz Mauro Moraes Antony. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) será representado por Igor Slarling, promotor de Justiça.

Demais processos

De acordo com o Tribunal, a “Operação Alcateia” gerou outros cinco processos por crimes como homicídio (tentados e consumados), prática de grupo de extermínio, entre outros. Ao todo, dez pessoas foram denunciadas.

Mortes

A maior parte dos homicídios registrados em Manaus em três dias ocorreu nas Zonas Leste e Oeste da capital, conforme levantamento feito pelo G1.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), 21 dos 35 homicídios ocorreram nestes dois pontos, sendo 12 na Zona Leste e nove na Oeste. Os bairros com maior número de homicídios foram Santa Etelvina, Zumbi, Tarumã e Compensa. Em cada um destes locais, foram registradas três mortes.

A época, o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), Fábio Monteiro disse suspeitar que a série de mortes registradas em Manaus possa ter relação com a existência de um grupo de extermínio. Monteiro considerou a situação “preocupante” e disse que irá se reunir com órgãos de segurança.

Do G1/AM

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