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Luísa Sonza e Vitão, música ruim ou machismo imperando nos deslikes?

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Cantora lançou clipe que já tem mais de 16 milhões de visualizações, e mais de 1,9 milhão de deslikes

Luísa Sonza faz parte da nova geração que agrega milhões de visualizações nas redes sociais. Recém separada do humorista Whinderson Nunes, um casamento que durou pouco mais de dois anos, em 2019 ela foi destaque na edição nacional da Forbes por ser milionária antes dos 30 anos. Antes de Whinderson, Luísa já era uma celebridade nas redes sociais, com mais de 6 milhões de seguidores, com o casamento, o volume aumentou, mas ela seguiu trabalhando e como a própria disse, “Já fui chamada de tudo um pouco desde que apareci nessa internet. Interesseira, puta, burra, encostada, vagabunda, entre outros milhares adjetivos que leio desde que eu tinha 17 anos. E depois que viram que dessas coisas não podiam mais me chamar (embora muitos continuam chamando) virei a mulher de fulano, e também, depois que as coisas começaram a dar certo, passou-se a alegar q só fazia sucesso por causa de fulano”.

Luísa, pelo que podemos ver, nunca teve problemas em se afirmar como pessoa independente, com CPF próprio, tal qual como deve ser.

Mas, mesmo os mais bem sucedidos erram. E parece ter sido o caso no momento. Esta semana a cantora lançou um clipe em parceria com outro cantor chamado de “Vitão”, que de “ão” só tem a cabeleira. O clipe é ruim, não tem a química que deveria ter em uma proposta tão erótica quanto se propôs a letra da música, “fica de quatro só mais uma vez, como quiser pode ficas de três”. Ficar de três?

Além da letra pobre, sofrível mesmo, a mesma pancadinha chata e cansada que todos estão acostumados a ouvir nos últimos anos.

Mas, o clipe tem um fenômeno curioso, o enorme número de ‘deslikes’ no Youtube. Na manhã deste domingo, foram registrados 16.591.350 visualizações, 844 mil likes e 1,9 milhões de deslikes. A grande pergunta é, isso se deve ao fato da música ser ruim, ou pelo machismo escancarado que costuma afetar as mulheres recém- separadas, como é o caso de Luísa?.

Whinderson Nunes é uma celebridade gigante. Praticamente todos os brasileiros ouviram falar dele em algum momento nos últimos anos, e ele passou por um quadro de depressão revelado pelo próprio recentemente. Soma-se a isso o fato dele ser uma pessoa engraçada, humilde, que cria uma empatia quase instantânea junto à grande parte da população. Ele era feliz com uma loira de classe média alta que, de repente resolve separar e dias depois é fotografada com outro, e dali a mais alguns dias, lança um clipe altamente erotizado, praticamente “esfregando um chifre” na cara de Whinderson.

Há que se levar em consideração que Whinderson também passou a ser alvo de ataques por dois motivos, o primeiro por ficar “defendendo a ex” e por não ter “esculachado com ela”, que acredite, é o que grande parte da torcida de ambos querem, e depois por ter se revelado contra Jair Bolsonaro e seu governo, o que também é motivo de ser esculachado, ao menos pela turma mais radical. que não admite críticas.

No último sábado, Whinderson revelou que seus dados pessoais, como número de telefone, CPF, endereço dele e de Luísa foram expostos, gratuitamente, apenas para criar desconforto e problemas ao ex-casal.

Tudo isso refletiu no clipe de Luísa. É claro que ela pode fazer o que bem entende de sua vida, até ficar de três com o tal Vitão. Mas também é claro que ela (ou sua assessoria) deveriam ter previsto tal comportamento por parte de homens e mulheres. O Brasil é um país machista. E grande parte dos machistas (homens e mulheres) queriam ver um período de luto por parte dela, e não “a fila andando” antes de três meses de separação.

Mas, porque Anitta não passa pelo mesmo problema, sendo que ela está sempre com algum namorado novo? A resposta é bem machista, porque ela, diferente de Luísa, sempre foi o “macho alfa” das relações. No imaginário, Anitta é quem manda, porque ela tem dinheiro e fama. Luísa tinha fama, e até dinheiro, mas era restrita a sua bolha de 6 milhões, fora disso, ninguém sabia quem era Luísa. O caso é interessante, e pode até render uma tese de sociologia no futuro.

O que aconteceu com Luísa foi uma tempestade perfeita. Separação, música ruim, clipe mal feito, e claro, tudo isso regado a uma enorme dose de machismo e haters de plantão, prontos para tocar fogo em qualquer coisa.

Abaixo, o clipe:

Jornalista, editor de Painel Político, consultoria e assessoria.

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