Em fevereiro, o chefe da facção havia sido transferido do interior de SP para Porto Velho, em Rondônia; esquema é estratégia do Ministério da Justiça

O líder máximo da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, será transferido nesta sexta-feira (22) para o presídio federal da Fazenda Papuda, em Brasília, por decisão do Ministério da Justiça. 

Em fevereiro deste ano, Marcola foi transferido para Porto Velho, em Rondônia. Antes disso, cumpria pena na Penitenciária II de Presidente Venceslau, em São Paulo. O criminoso vai se deslocar em um jato da Polícia Federal e o horário de chegada não foi informado por questões de segurança.

Marcola foi transferido para Brasília

O Ministério da Justiça alega que o esquema de transferências frequentes é uma estratégia para enfrentamento e desmantelamento das facções criminosas, impedindo que os chefes deem ordens de dentro dos presídios. 

Além do líder máximo do PCC , outros três criminosos também serão transferidos para Brasília. A chegada dos criminosos ocorre no mesmo dia em que a Polícia Civil e o Ministério Público do DF fazem uma operação contra a facção criminosa no local. 

Em nota, o governo informou que o deslocamento será acompanhado por policiais federais e do Depen, batedores e helicóptero da Polícia Rodoviária Federal. Além disso, a Força Nacional de Segurança Pública reforçará a segurança das áreas ao redor do presídio.

Em fevereiro, o criminoso foi transferido com outros 21 integrantes da facção , sete deles tiveram o pedido de transferência expedido após o envolvimento em ataques a agentes públicos e assassinatos de rivais.

Marcola foi preso pela primeira vez em 1990 por roubos a carros-fortes e bancos. Quando já estava na prisão, foi condenado por tráfico de drogas, formação de quadrilha, e homicídio. Recentemente, também foi condenado a 30 anos de prisão na investigação do setor jurídico do PCC, chamada Operação Ethos. 

Condenado já a 330 anos, 6 meses e 24 dias de prisão, Marcola não terá direito a visitas íntimas, já que não se enquadra em nenhum dos dois requisitos para isso: não integrar uma facção criminosa e não ter tentado fugir da polícia ou de penintenciárias. O criminoso já fugiu em cinco ocasiões e nega que seja chefe da facção.