Frase foi titulada em vídeo publicado por Dirceu de Oliveira em homenagem à filha nas redes sociais. Corpo de Camila Sacoman foi encontrado carbonizado, no sábado (13), em Buritis

O pai da adolescente Camila Sacoman de Oliveira, de 17 anos, que foi morta e teve o quarto incendiado no último sábado (13), em Buritis (RO), a cerca de 340 quilômetros de Porto Velho, prestou uma homenagem à filha nas redes sociais.

Com o título “O meu Deus me acorda desse pesadelo”, o vídeo publicado no perfil de Dirceu de Oliveira relembra imagens da infância e juventude de Camila.

Com a música de fundo “Gostava Tanto de Você”, Dirceu eterniza todo o sentimento de tristeza e as saudades que sentirá da filha. Com quase 100 mil visualizações, muitos internautas deixaram comentários desejando conforto à família e amigos.

Camila foi assassinada e teve o corpo queimado

“O céu ganhou uma linda estrela, ela brilhou na terra e, com certeza, está brilhando no céu. Meus sentimentos”, disse uma usuária.

“Não há palavras que minimizam a dor, mas saber que as pessoas compartilham de sua dor talvez contribua para que você possa encontrar o conforto tão necessário neste momento”, disse outra usuária no perfil do pai da jovem.

Em meio as diversas consternações, os internautas também aclamaram por Justiça e que os responsáveis cumpram a devida punição. “Espero que esse caso não seja impune”, “Que a Justiça seja feita”, exclamaram.

Em uma postagem na página de Camila, Dirceu também lamentou a barbárie cometida contra a filha.

“Filha honrada, querida, boa filha, boa irmã, amiga de muitos. O que nos resta é saudade. Que Deus pai te acolha em seus braços e te guarde para que um dia eu possa te dar um beijo de despedida, porque nem isso eu pude te dar. Fica aqui um pai triste, machucado, mas orgulhoso pela breve passagem da minha filha por esse mundo”, descreveu Dirceu de Oliveira.

O Crime

O corpo da adolescente, de 17 anos, foi encontrado carbonizado na madrugada do último sábado (13), em cima da cama do quarto do imóvel em que morava, que fica nos fundos da residência da avó, no Setor 3 de Buritis.

Segundo a Polícia Civil, as informações iniciais eram de que havia acontecido um incêndio acidental. Mas durante o trabalho pericial, os agentes policiais encontraram um fio enrolado no pescoço da vítima e confirmou a hipótese de homicídio.

Ao ouvirem testemunhas, a Polícia descobriu que Camila estava em uma festa na noite de sexta-feira (12) com uma amiga, quando em determinado momento, a companheira da jovem e o namorado dela começaram uma discussão.

“A Camila interveio na discussão do casal, onde ainda não está claro se houve ou não agressão no local. Houve sim a ameaça desse namorado à amiga da vítima e ela teria retirado a amiga daquele ambiente e foram embora”, disse o delegado regional Rodrigo Duarte.

Posteriormente, o suspeito começou a fazer buscas para localizar a namorada dele, que já havia sido levada para casa por uma outra pessoa, e resolveu ir até a casa de Camila, onde ocorreu a morte.

Corpo de Camila foi encontrado carbonizado dentro do quarto, no sábado (13), em Buritis. — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

De acordo com a Polícia Civil, mais de 15 testemunhas já foram ouvidas durante a investigação do caso, que culminou na apreensão do namorado da amiga de Camila, apontado como o principal suspeito. Ele foi encaminhado para o Centro Socioeducativo (Cesea) de Ariquemes (RO).

O jovem de 17 anos, inclusive, chegou a dizer em depoimento informal que estava na cena do crime, mas as informações não poderão ser utilizadas contra ele. Já em depoimento formal, diante de um advogado, o adolescente ficou em silêncio.

Pai de Camila emocionado ao lado do túmulo da filha, durante o enterro da jovem, no domingo (14). — Foto: WhatsApp/Reprodução

A Polícia Civil investiga o que teria motivado o assassinato e se houve a participação de outras pessoas, que será apurado através de um inquérito paralelo.

A polícia também aguarda pelos laudos dos exames tanatoscópicos, para descobrir a causa da morte e tentar chegar a uma conclusão sobre como a jovem foi assassinada.

“Precisamos verificar se ela morreu em razão da asfixia mecânica ou do incêndio. Isso vai depender da abertura da caixa torácica da vítima, para verificação no pulmão se ela inalou a fumaça. Vamos aguardar porque isso estabelece uma qualificadora”, declarou Rodrigo Duarte.

O laudo deve ser liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) em até 10 dias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *