Mulher relata agressão brutal no Villa Country, em SP

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Tatiany Arci diz que uma mulher a puxou pelos cabelos e um homem desferiu socos em seu rosto 

A vendedora Tatiany Arci, de 31 anos, afirma ter sido agredida dentro do Villa Country, balada localizada na Zona Oeste de São Paulo famosa por receber artistas sertanejos.

Segundo seu relato, ela comemorava o aniversário de um amigo e, por volta das 4h da manhã, quando ia embora, percebeu que esquecera um agasalho na mesa onde estava. Ao se aproximar de duas pessoas para perguntar sobre o item, ela diz que foi agredida.

“Vi uma menina puxar o meu cabelo, e depois um homem me deu um soco”, relata. Após a primeira pancada, ela foi ao chão. “Meu namorado, que também estava procurando (a blusa), viu uma confusão onde eu estava, e tentou chegar lá, mas foi colocado para fora por seguranças”, diz.

Ela diz ainda que não recebeu socorro dos funcionários da casa. “Eu levantei, mas quando percebi, o homem me acertou de novo, e desmaiei”. Ela diz que quando acordou estava no ambulatório do estabelecimento. Seu namorado, ao perceber que ela havia sido agredida, começou a gritar querendo entender quem tinha cometido as agressões, mas, segundo seu relato, ele também foi agredido, dessa vez por seguranças.   

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Quem me conhece sabe que faço pouco uso das redes sociais, mas hoje resolvi usar esse meio de comunicação tão forte e de um alcance imenso, para quem sabe conseguir evitar que outras mulheres passem pelo que eu passei nesta madrugada. Local – #villacountry SP data 04/08/19 (madrugada) Não sou frequentadora da casa,na verdade faziam alguns anos que não ia, porém um amigo resolveu comemorar o seu aniversário lá e fomos acompanhá-lo. Chegamos em uma turma de 15 pessoas por volta das 23h de sábado, curtimos a noite, os shows e a alegria que sentíamos por estarmos todos juntos.. permanecemos dentro da casa a noite toda, já que estava um ambiente supostamente agradável e aparentemente seguro. Por volta das 04h da manhã resolvemos ir embora,chegando próxima à saída me dei conta que havia esquecido meu casaco na mesa em que estávamos. Comentei com meu namorado e retornamos ao local para procurar. Qdo comecei a procurar nas mesas próximas senti que puxaram meu cabelo qdo me virei uma mulher segurava meu cabelo é um seu acompanhante “MONSTRO” COVARDEMENTE acertou um murro no meu rosto, momento em que cai, me levantei e ele me deu outro murro onde cai desacordada. Fui literalmente arrastada para o ambulatório pela minha amiga e mais duas meninas que se comoveram com o meu estado (completamente ensangüentada e inconsciente).Não havia NENHUM segurança para me proteger, não havia NENHUM FUNCIONÁRIO DA CASA para me acudir, não havia QUALQUER SER HUMANO RESPONSÁVEL PARA EVITAR QUE UM MONSTRO DESTRUÍSSE MEU ROSTO E ME TIRASSE A CONSCIÊNCIA dentro de uma das casas noturnas mais famosas do país. Fui para o ambulatório, quando retornei a consciência pedi que fossem atrás do rapaz que havia me agredido, implorei por justiça e ninguém fez NADA. Pedi que chamassem meu namorado, a polícia e o meu pai e eles se n negaram. Quando meu namorado entrou no ambulatório e me viu desfigurada ele entrou em choque, pediu para acharem o responsável da agressão e o chefe de segurança – vulgo MARQUINHOS chegou espancando ele e nos colocando para fora a ponta pés como se fôssemos LIXOS. *continuação nos comentários #villacountry #homicidios #violenciamachista #feminicidio #violenciacontramulher

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A jovem diz que saiu da casa e foi até um hospital para receber tratamento adequado. Ele teve hematomas, dente quebrado e uma perfuração dentro da boca. Ela registrou um Boletim de Ocorrência no 91º DP da Vila Leopoldina. “Meu advogado entrou com os processos contra a casa (Villa Country), para ter a liberação da câmera e saber quem foi o agressor, e entender o motivo de serem tão negligentes comigo”, conta.

A assessoria de imprensa do Villa Country diz que está à disposição da jovem e que tenta entrar em contato com ela. Afirma ainda que repudia qualquer tipo de desrespeito e violência, e que está apurando o caso junto aos funcionários que estavam presentes no momento do incidente.

Com Cláudia

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