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O produto ainda foi vendido como se estivesse em promoção: passou de R$ 94 para R$ 74,90

Uma mulher de 54 anos, sócia de uma farmácia em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, foi presa após colocar comprimidos polivitamínicos à venda com promessa de prevenir o coronavírus. Ela foi detida pela PCPR (Polícia Civil do Paraná) na tarde de quinta-feira (5), após o Procon-PR (Departamento Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor) denunciar um vídeo que mostra a farmácia fazendo a propaganda do produto.

Segundo o delegado André Gustavo Feltes, a farmácia ainda colocou um cartaz próximo ao material com a frase “proteja-se do vírus”. O produto ainda foi vendido como se estivesse em promoção: passou de R$ 94 para R$ 74,90.

“O que chama a atenção é a maneira como esse informe publicitário foi realizado. Da maneira com que a informação foi passada, ela fazia uma pessoa leiga entender que o consumo do produto ia deixar ela imune ao vírus, e a gente sabe que isso não é verdade”, afirma ele.

Na delegacia, a mulher prestou depoimento e, de acordo com a polícia, disse não ter tido a intenção de ludibriar ninguém. Além disso, declarou que não tem certeza se alguém comprou os polivitamínicos desde que a divulgação foi feita.

“A partir do momento que a gente constatar que alguma pessoa foi lesada comprando esse produto com essa intenção, podem procurar a delegacia ou o Procon para a gente avaliar as medidas a serem tomadas. Isso pode configurar um crime mais grave, que é induzir o consumidor ao erro, uma modalidade de estelionato”, diz delegado.

A mulher foi autuada por fazer afirmação falsa ou enganosa de produtos e pode pegar pena de um a seis meses de prisão ou prestação de serviços à comunidade. Entretanto, ela foi liberada da delegacia após assinar um termo circunstanciado.

Procon quer a contrapropaganda

Além de acionar a polícia, o Procon-PR tomou medidas administrativas para determinar a imposição de contrapropaganda. Ou seja, a mulher responderá na forma criminal e também administrativamente.

“A empresa terá de vir a público e informar corretamente as propriedades e destinação dos polivitamínicos”, diz a chefe do Procon-PR, Claudia Francisca Silvano.

Conforme ela, os consumidores precisam ficar atentos no que as autoridades divulgam sobre a prevenção dos coronavírus. Além disso, ela alerta que as pessoas não devem comprar qualquer produto com bases em promessas e que possíveis vítimas podem recuperar o dinheiro gasto.

“As pessoas podem buscar a devolução do dinheiro se o produto tiver sido comprado naquele estabelecimento”, conclui Silvano.

Coronavírus

A infecção causada pelo coronavírus já matou 639 pessoas. Wuhan, capital de Hubei, é o epicentro da doença e tem 22.112 casos confirmados além de 619 mortes. Em todo o mundo, são 31.528 casos confirmados, sendo que 1.735 pessoas conseguiram se recuperar.

Os números são atualizados no coronavirusapp, um mapa que mostra a situação da epidemia.

No Brasil, o Ministério da Saúde colocou o país em alerta para o risco de transmissão, mas ainda não há casos confirmados. O Paraná se prepara para possíveis casos do novo coronavírus e discute procedimentos para suspeita de coronavírus no Aeroporto Afonso Pena.

Assim como outras viroses, o coronavírus pode ser transmitido entre seres humanos pelo ar (tosses e espirros) ou pelo contato com objetos contaminados. O vírus pode se disseminar pelo ar e coloca em risco pessoas imunidade debilitada. Ainda não há um remédio específico para combater o vírus.

coronavírus tem período de incubação entre dois e sete dias, podendo chegar a 14 em alguns casos. Os sintomas se parecem com os da gripe ou resfriado comum: tosse, febre e dificuldade para respirar. Nos casos mais graves, a doença pode evoluir para pneumonia ou síndrome respiratória aguda grave. A matéria é do Paraná Portal

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