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Vítima procurou a polícia, foi ouvida na terça-feira (28) e realizou exames

A Polícia Civil investiga o caso de uma mulher que foi estuprada dentro de um carro em Porto Alegre, na madrugada de segunda-feira (27). O suspeito já foi identificado. Segundo a delegada Tatiana Bastos, ele gravou a ação em vídeo, que foi compartilhado em redes sociais.

O fato de compartilhar esse tipo de imagem também é crime, reforça a delegada. “Independente de quem fez o vídeo e quem compartilha, a pena é a mesma, de um a cinco anos. É uma conduta que foi inserida no Código Penal em setembro de 2018, da divulgação de cena de estupro, estupro de vulnerável, qualquer uma imagem que fere a dignidade sexual da vítima”, explica.

Já o crime de estupro de vulnerável tem pena de até 15 anos.

A mulher vítima de estupro tem 37 anos. Ela foi até a delegacia na terça-feira (28) e realizou exames. Tomou a iniciativa de procurar a polícia após ver o vídeo que se espalhou. Quando foi estuprada, estava desacordada.

Conforme a delegada, a mulher relatou no depoimento que havia saído de uma festa e estava acompanhada de um homem. Eles haviam ingerido bebida alcoólica. No caminho, pararam para comprar mais bebidas, e depois perderam a consciência.

O carro em que os dois estavam ficou parado na Avenida Baltazar de Oliveira Garcia, na Zona Norte da cidade. Foi nesse momento que o suspeito entrou no veículo e estuprou a mulher. Esse homem tem antecedentes criminais, mas não por crime sexual.

A polícia ainda investiga se existe outro homem envolvido no crime, já que no vídeo é possível ouvir a voz de mais uma pessoa.

Quem atendeu a ocorrência na madrugada foi a Brigada Militar, após ser acionada por um popular. Conforme a delegada, uma ambulância do Samu foi chamada ao local e o homem e a mulher foram encaminhados para atendimento. “Não havia lesão por acidente [de trânsito], isso foi descartado”, acrescenta.

A polícia suspeita que o próprio homem investigado pelo estupro foi quem acionou a Brigada Militar.

“A BM não sabia dessa história toda. Agora eles estão colaborando com a Polícia Civil”, ressalta a delegada. Testemunhas também estão sendo intimadas para depor na delegacia.

Sobre o fato de o homem que acompanhava a mulher estar embriagado e dirigindo, a delegada acrescenta que poderá ser investigado por outra delegacia, que não a da Mulher.

A chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, delegada Nadine Anflor, informou que o caso está sendo investigado com prioridade pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.

“É prioridade pela gravidade da atitude do autor e pela repercussão e divulgação das imagens, total menosprezo com a vítima, ficando claro o menosprezo à mulher. Trata como um objeto e isso deve ser devidamente investigado, serve também como prevenção e conscientização para a sociedade”, afirma a delegada.