No total, foram expedidos 18 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão em Alagoas e mais dois estados

O Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos (Gaesf) do Ministério Público Estadual de Alagoas (MPAL) realiza uma operação para combater uma organização criminosa especializada na venda clandestina de celulares iPhone. No total, foram expedidos 18 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão em Alagoas e mais dois estados.

A operação denominada Fruto Proibido investiga a ação do grupo há cerca de um ano. Os outros estados que também foram alvos da operação não foram divulgados.

Segundo as investigações, eles dividiam em tarefas de aquisição irregular dos aparelhos, venda por meio da rede social Instagram sem a devida autorização da fornecedora Apple, armazenamento clandestino dos celulares, venda desses equipamentos sem nota fiscal, liberação ilícita de mercadoria quando esta era apreendida e lavagem do dinheiro furto desse comércio criminoso.

Em uma das atividades ilegais do grupo, uma carga de mais de 500 aparelhos foi trazida para Maceió, em maio de 2018, com notas fiscais relativas a outros tipos de produtos, a maioria, acessórios para telefone. Todo o material chegou em voo doméstico e, ao desembarcar em Alagoas, foi recolhido pelos fiscais responsáveis.

Já em fevereiro deste ano, uma nova apreensão foi realizada, desta vez, de uma carga de 230 iPhones. Eles estavam escondidos dentro de veículo conduzido por Francisco Olímpio da Rocha, um dos investigados.

“Nas duas ocasiões, os aparelhos destinavam-se à venda aqui na capital, onde seriam colocados no mercado irregularmente e, claro, numa transação que não emitia notas fiscais e, por consequência, que não fazia o recolhimento de impostos aos cofres estaduais”, explicou o promotor de justiça Cyro Blatter, coordenador do Gaesf.

Gaesf aponta o envolvimento dos acusados nos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais, dentre outros.

“A gravidade das ações do grupo foi verificada, inclusive, pelo fato de seus integrantes monitorarem trechos de fiscalização para poder escapar da atuação dos órgãos competentes. Além disso, eles se utilizavam de diversos artifícios para conseguir a liberação indevida de bens apreendidos”, detalhou o promotor Kleber Valadares.

Os presos e o material apreendido estão sendo levados para a sede da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), localizada na Santa Amélia.

Participaram da operação a Secretaria Estadual da Fazenda, as Polícia Militar e Civil de Alagoas, a Polícia Rodoviária Federal, a Perícia Oficial, o Detran/AL e a Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris).

Do G1/AL

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