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Tecnologia

‘Os EUA não têm como nos destruir’, afirma dono da Huawei

O fundador da Huawei, Ren Zhengfei, disse que “não há a menor possibilidade de os Estados Unidos destruírem” a gigante de tecnologia chinesa. A declaração foi dada em entrevista exclusiva à BBC News.

Em dezembro do ano passado, Meng Wanzhou, diretora financeira da Huawei e filha de Zhengfei, foi presa no Canadá a pedido do governo americano. Ela foi solta posteriormente, mas continua sob vigilância no Canadá enquanto tramita um processo de extradição para os EUA.

O caso gerou uma crise diplomática envolvendo China, Estados Unidos e Canadá. Na entrevista à BBC News, Ren Zhengfei afirmou que a prisão de sua filha tem motivações políticas.

Os EUA acusam a Huawei e Meng Wanzhou de lavagem de dinheiro, fraude bancária e roubo de segredos tecnológicos. A Huawei nega ter cometido irregularidades.

Segundo Ren Zhengfei, sua empresa de tecnologia chinesa é “mais avançada” e, por isso, não tem como ser seriamente afetada ainda que os EUA convençam “mais países” a não comprarem produtos da companhia. “Sempre podemos reduzir um pouco nossa operação”, disse.

Ele reconhece, porém, que a potencial perda de clientela pode ter um impacto significativo.

Na semana passada, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, alertou países aliados de que seria “mais difícil manter a parceria” se essas nações usarem tecnologia da Huawei.

Além dos EUA, Austrália e Nova Zelândia proibiram ou impediram que a Huawei fornecesse equipamento nos seus territórios para o futuro uso de tecnologia 5G. O Canadá, por sua vez, está analisando se os produtos da empresa chinesa representam uma “ameaça à segurança” nacional.

Já no Reino Unido, grandes companhias telefônicas, como Vodafone, EE e Three, trabalham em conjunto com a Huawei para desenvolver suas redes 5G. Elas aguardam uma avaliação do governo britânico, prevista para ser concluída em março ou abril, que decidirá se poderão continuar comprando tecnologia da empresa chinesa.

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