Padrinhos perdem casamento após voo ser cancelado; Azul sugeriu fazer parte da viagem de ônibus

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A madrinha ficou esperando no aeroporto com a maquiagem feita. Casal diz que prejuízo com salão de beleza e roupas pode chegar a mais de R$ 1 mil

Um casal de padrinhos que viajava para participar de um casamento em Goiânia acabou perdendo a cerimônia após o cancelamento do voo 2643 da Azul, que deveria ter decolado de Palmas às 14h. A madrinha, a dentista Thaina Honorato já chegou com a maquiagem pronta ao Aeroporto. Ela e o marido, o advogado Rafael Dalla, são dois dos 58 passageiros prejudicados pelo caso.

Vídeos gravados por eles mostram a ‘solução’ proposta pela companhia. Eles poderiam embarcar no fim da tarde em um voo de outra companhia aérea para Brasília e de lá continuar pelos mais de 200 km entre a capital federal e Goiânia em um ônibus. O pouso da aeronave em questão está previsto para por volta de 20h.

“Eu já estou até pronta para o casamento. Correndo o risco eu falei ‘não, vai que atrasa, né, não quero correr o risco de perder o casamento’. Fica uma situação bem chata para a gente, que não sabe nem se a gente vai conseguir chegar essa noite, para participar da festa, por exemplo, né. Porque se não eu nem vou, porque eu já iria voltar amanhã”, diz Thaina.

O casal calcula um prejuízo de mais de R$ 1 mil só com as roupas específicas da festa e os gastos com salão de beleza, sem nem levar em consideração as passagens. Eles pretendem entrar na Justiça.

“Cobrando os danos morais, não é? Por exemplo, nós estamos indo para um casamento que provavelmente nós vamos chegar só quase ao término dele”, comenta Rafael Dalla.

Eles não foram os únicos prejudicados, o consultor de empresas Daniel Pereira perdeu uma reunião de trabalho em função do transtorno. “Eu me senti extremamente lesado e decepcionado, porque eu nem sei o que fazer. Não tenho outra alternativa. Eu tenho que estar lá às seis da tarde, é o horário da minha reunião”, comentou.

A Azul disse que por “questões operacionais”, a escala em Goiânia não pode ser cumprida. Disse ainda que os Clientes com destino à Goiânia e outras conexões foram acomodados em voos de outras companhias, mas não se manifestou sobre a informação de que eles fariam parte do trecho em um ônibus.

A companhia diz que está prestando toda a assistência necessária. Segundo a nota, a companhia obedece o previsto na resolução 400 da Anac. Disse ainda que lamenta os aborrecimentos causados e que medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações.

No final da tarde, o Procon informou que esteve no aeroporto e que autuou a Azul pelos transtornos causados e pela falta de assistência aos passageiros do voo afetado. Via G1

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