Mulher e filho do produtor rural foram libertados pelos criminosos. Ministério Público do Paraguai diz que não houve tempo para negociação

O pecuarista brasileiro Adilson Belho dos Santos foi morto na tarde desta sexta-feira (26) em Capitán Bado, município vizinho de Coronel Sapucaia (MS), região de fronteira com o Paraguai. De acordo com o Ministério Público do Paraguai, o assassinato ocorreu após criminosos sequestrarem o produtor rural e a família dele e exigirem 100 mil dólares de resgate.

O promotor Hugo Volpe, informou que um grupo armado e encapuzado invadiu a fazenda do pecuarista e sequestraram ele, a esposa e um filho do casal. De acordo com o promotor, não houve tempo para negociação e os bandidos decidiram liberar a mulher e o jovem, porém, mataram o pecuarista e fugiram.

Volpe disse que quando a polícia entrou no caso, o pecuarista já havia sido assassinado. O promotor falou ainda que não poderia informar se os suspeitos foram localizados nem outros detalhes sobre o crime para não prejudicar as investigações.

O corpo foi encontrado pela polícia em uma região de mata. Já a esposa da vítima, Librada Romero, de 47 anos, foi liberada. Ainda não há detalhes sobre o paradeiro dos suspeitos, conforme o site Porã News.

O filho do casal, de 25 anos, também havia sido sequestrado pelos bandidos, mas foi solto no decorrer do dia para que providenciasse cem mil dólares equivalente a soltura do casal. Contudo, ele procurou a Comissaria da Polícia Nacional em Capitán Bado e relatou o crime. 

Capitán Bado, no Paraguai, onde casal de brasileiros foi sequestrado (Foto: Capitán Bado News)

Sequestro

O sequestro foi praticado por grupo de cinco a seis bandidos fortemente armados. Eles invadiram a Estância Belo, a 50 quilômetros de Capitán Bado, por volta das 05 horas e fugiram levando a família. Em seguida os sequestradores libertaram o rapaz para que ele providenciasse o dinheiro do resgate.

Dominada pelo narcotráfico e crimes de pistolagem, a região de Capitán Bado também enfrenta onda de sequestros, principalmente de pecuaristas que moram em fazendas distantes da cidade, no meio da mata.