Policiais querem equiparação com Forças Armadas

Organizado pela Confederação Brasileira de Trabalhadores da Polícia Civil (Cobrapol), está sendo convocado para o próximo dia 25, uma paralisação nacional das policias civis contra a Reforma da Previdência. Os policiais querem equiparação com os militares.

O protesto está marcado para acontecer entre as 8 e 18 horas de terça-feira.

“Consideramos uma grande injustiça com a nossa categoria e os demais profissionais de segurança que estão submetidos, hoje, a atividades de risco muito mais graves que os militares, em razão do caos instalado na segurança pública nacional”, avaliou o presidente da COBRAPOL, André Luiz Gutierrez, que acompanhou, ao lado de outros dirigentes da entidade e da União dos Policiais do Brasil (UPB), a leitura do parecer da reforma. Embora o parecer tenha melhorado a situação para os trabalhadores em geral, no caso dos policiais civis houve um grande retrocesso, com graves consequências para a segurança pública do país.

Gutierrez lembrou que “atualmente, estamos todos os dias nas ruas enfrentando a criminalidade, protegendo o cidadão e morrendo muito mais, pois as condições de trabalho estão cada vez mais precárias e os salários aviltados, quando são pagos, e, com todo respeito e reconhecimento ao trabalho dos militares, a nossa situação é muito mais crítica e, por isso, merecemos, no mínimo, o mesmo tratamento”, argumentou.

O dirigente acrescentou que “a proposta governamental, endossada pelo relator, além de dificultar, e muito, a aposentadoria de nossos policiais, representará um brutal desestímulo à carreira. Para um governo eleito, principalmente, sob a bandeira da segurança pública, trata-se de um prêmio ao crime e à bandidagem”, sentenciou.

O presidente da COBRAPOL avalia “que o jogo está apenas começando”. E prosseguiu: “vamos continuar cobrando o compromisso assumido pelo próprio presidente da República que elegemos e por vários parlamentares, inclusive da base do governo, de só votar o relatório com o acatamento da emenda que assegura a isonomia com os militares”.

“Quando elegemos esse governo não demos um cheque em branco a ele, muito menos aos parlamentares para traírem seus compromissos de campanha, e isso vamos cobrar nas ruas, denunciando aqueles que não forem capazes de honrar esses compromissos”, enfatizou o presidente da Confederação, que concluiu: “vamos virar esse jogo na própria Comissão Especial ou no plenário da Câmara se for necessário, e para isso conclamamos nossa valorosa categoria e as federações e sindicatos filiados e intensificarem o trabalho, nos Estados e em Brasília, na defesa da aposentadoria policial”.