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Polícia prende ginecologista suspeito de abuso contra pacientes em hospital de Belo Horizonte

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Depois que ele terminou de me consultar, disse ‘piriquitinha quente a sua’”

A Polícia Civil cumpriu na manhã desta segunda-feira um mandado de prisão preventiva contra o ginecologista Edilei Rosa de Novais, de 74 anos. Ele é suspeito de importunação sexual, assédio sexual e violência sexual mediante fraude no Hospital e Maternidade Santa Fé, no bairro Santa Tereza, na região Leste de Belo Horizonte.

Já denunciaram à polícia 20 mulheres que afirmam terem sido vítimas do médico, entre colegas de trabalho e pacientes, a maioria grávidas. Com isso, a polícia conseguiu a segunda prisão do ginecologista.

Antes, ele foi detido em flagrante, após a primeira denúncia, no dia 28 de novembro, e levado para a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas solto no dia seguinte após pagar fiança.

Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa e no local de trabalho do suspeito, onde foram colhidos computador, pen drives, tablet e celular. O ginecologista foi preso na própria residência e, segundo a delegada Juliana Califf, do Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família, negou ter cometido os crimes.

“Ele falou que todos os procedimentos fazem parte dos procedimentos médicos e que ele é um profissional. Ele estava super tranquilo, com a família”, afirma a delegada.

Ginecologista Edilei Rosa foi acusado por pelo menos 20 mulheres

Primeira denúncia

Uma paciente de 22 anos procurou a polícia após se consultar com o ginecologista. “Quando eu fui sair do consultório, ele me puxou e tentou me beijar. Eu virei meu rosto e saí. A enfermeira viu que eu estava apavorada e falou ‘eu posso te ajudar?’ Eu falei ‘ele tentou me beijar’. Ela só balançou a cabeça com um ar de que já tinha outras vítimas. Depois que ele terminou de me consultar, disse ‘piriquitinha quente a sua’”, explicou a jovem.

Um inquérito foi aberto para investigar o caso e já foi entregue à Justiça. Entretanto, mais um – o que motivou a prisão atual – precisou ser feito após mais mulheres procurarem a delegacia.

Em depoimento, uma enfermeira que trabalha com o ginecologista disse não ter sido a primeira vez que Edilei assedia uma paciente. Ela contou ainda que, nos bastidores da maternidade, o homem é chamado de João de Deus, em referência ao médium preso por vários estupros. Via Rádio Itatiaia

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Jornalista, editor de Painel Político, consultoria e assessoria.

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