O suspeito, de 40 anos, cumpria pena de 19 anos por roubo e estupro e deixou a prisão usando tornozeleira eletrônica

Um homem preso por roubo e estupro, em saída temporária pelo Dia das Mães, é suspeito de ter assassinado a estudante Rafaela de Campos, de 19 anos, no último domingo, 26, em Sorocaba, interior de São Paulo. A jovem desapareceu depois de ter prestado vestibular, no centro da cidade, e foi encontrada morta, no dia seguinte, dentro do Rio Sorocaba.

O suspeito, de 40 anos, cumpria pena de 19 anos por roubo e estupro e deixou a prisão usando tornozeleira eletrônica, mas não retornou e era considerado foragido. Segundo a polícia, ele usava o equipamento quando cometeu o crime.

De acordo com a Polícia Civil, imagens de câmeras de monitoramento mostraram a jovem sendo abordada pelo suspeito. Ela esperava o ônibus para Votorantim, onde morava, numa rua à margem do rio. Em seguida, os dois caminham em direção ao outro lado da rua. Cerca de 15 minutos depois, outra câmera flagrou o homem voltando sozinho. A polícia acredita que, nesse espaço de tempo, ele tentou estuprar Rafaela e acabou matando a jovem que, provavelmente, tentou se defender. A estudante ainda estava viva quando foi jogada no rio, e morreu afogada.

O homem é de São Paulo e já havia cumprido dez anos da pena na Penitenciária Dr. Antonio Souza Netto, de Sorocaba, quando conseguiu progredir para o regime semiaberto. Nessa condição, ele foi beneficiado com a saída do Dia das Mães, no dia 24 deste mês, e devia ter voltado no dia 27, mas não retornou. O suspeito estava hospedado em uma pensão, próxima da rodoviária de Sorocaba. No dia seguinte ao crime, o detento quebrou a tornozeleira eletrônica e deixou o equipamento sobre a cama.

A polícia distribuiu fotos e montou um cerco na tentativa de deter o suspeito. Até a noite, ele continuava foragido. O detento já rodou pelo sistema penitenciário paulista, passando pela Cadeia de Pinheiros, em São Paulo, Centro de Detenção Provisória de Osasco e penitenciárias de Iaras, Serra Azul e Presidente Venceslau, antes de ser transferido para Sorocaba. O corpo de Rafaela foi sepultado nesta quarta-feira, 29, no Cemitério São João Batista, em Votorantim.

Polícia identifica suspeito de matar a jovem Rafaela Campos em Sorocaba — Foto: Divulgação

O suspeito

Paulo César Manoel, de 40 anos, é natural de São Paulo e condenado pela Justiça por estupro. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, ele cumpre pena de 19 anos pelas condenações por roubo e por estupro.

Ele cumpria 10 anos no regime fechado na penitenciária de Sorocaba quando conseguiu passar para o semiaberto por bom comportamento. Paulo César também foi beneficiado com a saída temporária do Dia das Mães, mas não retornou ao sistema prisional. No dia do crime, ele estava com a tornozeleira eletrônica.

Segundo a polícia, ele saiu da penitenciária Doutor Antônio de Souza Netto em 24 de maio e deveria ter voltado no dia 27. Ele estava hospedado em uma pensão perto da rodoviária e, com base no registro de monitoramento do sistema prisional, voltou para o local à 0h30.

No dia seguinte ao crime, por volta das 7h, ele quebrou a tornozeleira e deixou o equipamento em cima da cama.

Paulo César já passou pela cadeia de Pinheiros, em São Paulo, pelo Centro de Detenção Provisória de Osasco, pela penitenciária de Iaras, pela penitenciária de Serra Azul e pela penitenciária de Presidente Venceslau.

A vítima desapareceu no domingo (26) depois de sair de uma faculdade, no centro da cidade, onde fez uma prova de vestibular.

O corpo da jovem foi encontrado por pedestres, um dia depois de desaparecer, no trecho do rio próximo à Avenida Nogueira Padilha. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas por volta das 16h30 de segunda-feira (27) para atender à ocorrência.

Imagens de câmeras de segurança de comércios e imóveis da região central de Sorocaba mostram o percurso que a jovem fez momentos antes de sumir no domingo.

Logo após deixar a faculdade onde prestou vestibular, Rafaela mandou áudio para um amigo falando sobre a prova. Pouco depois, ela não respondeu mais às mensagens recebidas.

Rafaela cursava gestão financeira e fazia a prova para tentar ciências contábeis, segundo familiares, que fizeram o reconhecimento. O corpo da garota foi enterrado na manhã de quarta-feira (29), em Votorantim.

Com G1/ Notícias ao Minuto/Painel Político