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Rapper português desaparecido há 2 meses foi torturado e morto por ladrões

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Corpo de Mota Jr devorado por animais selvagens; ladrões roubaram jóias que ele ostentava em redes sociais e clipes

A polícia portuguesa caça os assassinos do rapper Davi Parreira Mota Jr, de 28 anos, um nome em ascensão no cenário musical na Europa. Nos clipes, Mota Jr. ostentava jóias, como cordões de ouro, brincos de diamantes e dinheiro e esta talvez tenha sido a causa de sua morte.

Mota Jr. desapareceu no dia 15 de março deste ano, na madrugada após receber um telefonema de uma amiga por volta de 1h30. Ele foi até a entrada de sua casa e não foi mais visto.

Mota Jr.

Na manhã seguinte a seu desaparecimento, foram encontrados alguns objetos pessoais e marcas de sangue na varanda de sua casa.

No último dia 19, o corpo de Mota Jr foi encontrado  numa zona de mato em Sesimbra (cerca de 40km de Lisboa), em avançado estado de decomposição. A autópsia revelou que ele foi torturado, e morreu devido a um espancamento. O corpo havia sido parcialmente devorado por animais das redondezas.

A polícia portuguesa está em busca dos assassinos, que seriam três homens, um que planejou e dois que deram suporte. A polícia já sabe que eles fugiram para a Inglaterra.

Sabe-se até o momento que os ladrões voltaram à casa de Mota Jr na mesma noite de seu desaparecimento e roubaram dois mil euros em jóias que o rapper guardava em casa e que ele costumava exibir em seus videoclips e redes sociais

Crioulo

Mota Jr era o nome artístico de David Mota, um jovem da Linha de Sintra que cantava em crioulo e que se meteu em várias polémicas ao longo da sua curta carreira.

O músico chamou a atenção com a participação numa das canções mais ouvidas em Portugal nos últimos anos: “Ca Bu Fla Ma Nau”, do rapper Piruka tem mais de 21 milhões de visualizações apenas no YouTube. A canção de 2016 catapultou Piruka para a popularidade e à sua estrela foi atrelado Mota Jr. 

O músico de Sintra lançou algumas canções, mas nenhuma com um sucesso comparável àquela onde cantava o refrão em crioulo e surgia acompanhado da sua crew que exibia drogas, álcool e notas e fingia apontar armas. Mas a páginas tantas surgiu uma polémica nas redes sociais. Através de um vídeo no Instagram, Mota Jr. acusou o rapper Piruka de estar lhe devendo dinheiro.

No vídeo, o rapper revelou que tinha recebido 13 mil euros pelo refrão gravado em “Ka Bu Fla Ma Nau”, mas que Piruka lhe tinha garantido 2.500 euros por cada milhão de visualizações, devendo ter recebido muito mais dinheiro já que o “som” tinha 15 milhões de visualizações. Quando respondeu, através de InstaStory, Piruka disse ter recebido no máximo oito mil euros pela canção e que não devia nada a Mota.

Passada esta polémica, Mota Jr continuou a fazer música, muitas das canções acompanhadas por videoclipes na tradição do gangster rap norte-americano, mostrando um clima de luxo com grandes carros, álcool e drogas a serem passados entre os grupos. Mota cantava sempre em crioulo o que lhe valia muitos elogios, mas também algumas críticas onde o acusavam de apropriação cultural.

Mas o cantor orgulhava-se de cantar em crioulo e fazia questão de o mostrar, bem como de revelar a vida de gangster que vivia, através das redes sociais e das canções que criava. Algumas das suas canções mais conhecidas eram “Passa Geral”, com um ritmo de EDM como base e rap em crioulo por cima, ou “Bu Casta Acredita”.

Jornalista, editor de Painel Político, consultoria e assessoria.

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