Rondoniense é expulso de Mato Grosso pelo bicheiro João Arcanjo Ribeiro ao tentar montar jogo do bicho em Juara

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“Comendador” como é conhecido o bicheiro matogrossense foi preso nesta quarta-feira por sequestro e extorsão de concorrente rondoniense

A Polícia Civil revelou que o bicheiro João Arcanjo Ribeiro (Comendador) ordenou o sequestro e a extorsão de um concorrente que pretendia implantar o jogo do bicho em Juara (a 696 km de Cuiabá).

Segundo o delegado Luiz Henrique Damasceno, da Delegacia Fazendária, o caso ocorreu em fevereiro. A vítima só foi liberada após entregar as máquinas da jogatina e prometer que não voltaria a tentar implatar o jogo na cidade. 

Arcanjo foi preso nesta quarta-feira (29) durante a Operação Mantus. A Polícia também prendeu o genro dele, Giovanni Zem Rodrigues. Os dois são acusados de liderar uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro e com o jogo do bicho.

Além do grupo comandado por Arcanjo e Giovanni, a operação também desmantelou outra suposta organização que seria liderada pelo empresário Frederico Muller Coutinho. 

“Um cidadão de Rondônia, chamado Fabio Plitz, estava tentando implantar o jogo do bicho em Juara. Ele trabalhava para a FMC Elo, que é a empresa do Frederico Muller Coutinho. Porém, dois homens, do pessoal do Arcanjo, foram até o hotel e o sequestraram”, disse.

“Utilizaram o mesmo modus operandi de antigamente. Disseram que eram policiais, jogaram-no no chão e depois levaram para o mato e exigiram que entregasse as maquininhas para não ter acontecer algo pior com ele”, acrescentou. 

Conforme o delegado, depois de Plitz entregar os equipamentos, os capangas acabaram liberando-o.

Os dois grupos disputavam “acirrradamente” o espaço do jogo do bicho no Estado, conforme a Polícia. 

João Arcanjo Ribeiro (Comendador) expulsou o rival rondoniense

Conforme o delegado, a investigação começou em agosto de 2017, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia de um colaborador, que não quis se identificar, sobre a permanência e continuidade do jogo do bicho em Cuiabá. 

No total, a operação visa dar cumprimento a 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, Jorge Luiz Tadeu.

As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e em mais cinco cidades do interior do Estado. 

Arcanjo foi preso na sua residência e seu genro, Giovanni Zem, detido no Aeroporto de Guarulhos (SP), com apoio da Polícia Federal. Já Frederico foi preso em seu apartamento. 

Os suspeitos devem responder pelo crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro, cujas penas somadas ultrapassam 30 anos.

As informações são do MídiaNews (MT)

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