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Evento reúne 1.500 estudantes de todo o país e é aberto ao público.

Os desafios do dia a dia nas cidades são a inspiração de mais de 1.500 jovens de escolas públicas e particulares de todo o país que se encontram nas arenas do maior festival de robótica do país, o Festival SESI de Robótica, que ocorre de hoje (6) até domingo (8) no Pavilhão da Bienal, em São Paulo. O evento será aberto ao público durante todos os dias.

Os estudantes de 9 a 18 anos fazem parte de 168 equipes que aplicaram em seus robôs conhecimentos de ciências, matemática e outras disciplinas ligadas à tecnologia. Eles estão distribuídos por 21 mil metros quadrados em três andares do espaço, onde participam da competição em três diferentes modalidades: a FIRST LEGO League, a FIRST Tech Challenge e a F1 in Schools (Fórmula 1 nas escolas).

Organizado pelo Serviço Social da Indústria (SESI), o Festival SESI de Robótica classifica as melhores equipes para torneios internacionais. Entre eles, o World Festival, a copa do mundo de robótica que será realizada em abril, em Houston (EUA). O Festival é dividido nas seguintes categorias:

FIRST LEGO League

Reunidos em equipes de dois a dez participantes, os estudantes precisam elaborar um projeto buscando soluções para problemas do dia a dia da sociedade moderna. O tema desta temporada, City Shaper (Cidades Inteligentes), desafia os jovens a pesquisar formas de melhorar a vida das pessoas nas cidades. Além do projeto de inovação, os participantes precisam construir um robô de LEGO que é programado para realizar uma série de missões, e também são submetidas a outras categorias de avaliação como Design do Robô, que envolve Programação e, conceitos de trabalho em equipe, respaldadas pelos valores e princípios da competição.

Ao todo, 100 equipes de todos os estados do Brasil participam da competição nesta categoria. Elas foram selecionadas após a realização de diversos torneios regionais, que vêm sendo realizados desde dezembro do ano passado. Os quatro primeiros colocados irão representar o Brasil no torneio internacional, realizado em abril, em Houston (EUA).

A estudante Anna Clara, de 14 anos, aluna do 9° ano SESI de Taguatinga (DF) faz parte da Equipe Albatroid “Planejamos cada parte do motor, onde ficam os sensores, os motores, para que ele seja mais eficiente. E montamos uma estratégia para ele cumprir cada missão”. Os robôs devem ajudar um deficiente pela cidade, por exemplo, ou limpar uma rua.

O professor André Alcântara da Silva, técnico da Equipe Albatroid explica sobre a utilização da robótica na educação. “Essa é uma metodologia nova que trata algo muito antigo que é exigido na educação como as metodologias ativas e a robótica trabalha todo esse âmbito e trabalha a criatividade, matemática, ciências, engenharia, onde o aluno é o criador e o protagonista do ensino.”

Além das competições nas arenas, as escolas também apresentam projetos de inovação da temporada City Shaper – cidades inteligentes e sustentáveis.

Um deles é o Nanomasters, da Escola Internacional de Goiânia. Os alunos criaram um sensor de alagamentos. O projeto Notifify é um sistema de sensores medidores de níveis de água nas vias com risco. “Ele funciona com um conjunto de sensores que vai transmitir as informações para aplicativos de trânsito e placas inteligentes no começo da via e em pontos estratégicos”, explicou o estudante Tomás Pereira Valsecchi, um dos participantes da equipe que, além do festival, garantiu vaga no Internacional Tournament of Robotics 2020, que acontecerá em junho na Argentina.

FIRST Tech Challenge

O SESI é o operador oficial da modalidade desde 2019, a FIRST Tech Challenge, que desafia estudantes do ensino médio a projetar, programar e construir um robô que seja capaz de realizar tarefas. Para isso, eles precisam aprender a trabalhar com máquinas e circuitos, como se fossem engenheiros de verdade.

Partipante da Equipe Geartech, do SESI de Goiânia, o estudante Eduardo Lemoes Ribeiro, de 17 anos, explica que nesta competição o trabalho é diferente da First Lego League. “Aqui a gente tem que fazer cada peça de acordo com a necessidade do nosso robô e da nossa estratégia. É um trabalho mais manual na criação do robô e também contamos com patrocínio para a montagem.”

Ao todo, 35 equipes de 18 estados brasileiros participam da disputa este ano.

F1 nas Escolas

Voltado para estudantes de escolas SESI, com idades entre 9 e 19 anos, o desafio desta categoria é reproduzir a realidade de uma escuderia de Fórmula 1, idealizadora da competição. Além de criar e montar um carrinho que vai competir em uma pista de corrida em miniatura, os estudantes também precisam formar uma escuderia, ir atrás de patrocínio e criar um projeto social. Ao todo, 32 equipes compostas por estudantes da rede SESI de 18 estados brasileiros participam da disputa.

Atividades abertas ao público

O festival ainda oferece diversas atividades abertas ao público, como a área de experimentação livre, com programação que busca engajar o público em atividades de produção de objetos e/ou sistemas por meio do exercício da criatividade, da exploração livre, da tentativa e erro e do aprender fazendo.

Na área Desmonte e crie o público poderá aprender a abrir brinquedos eletrônicos que não são mais utilizados, conhecer seu funcionamento e reutilizar suas peças na área de livre experimentação para a produção de outros objetos. Para participar dessa atividade, é necessário trazer um brinquedo que seja movido a pilha, que se movimente e que possa ser aberto e desmontado, como por exemplo: carrinhos de controle remoto, robôs, bonecos, e ursos de pelúcia com movimento.

As oficinas são desenvolvidas por artistas e especialistas da área de tecnologia em conjunto com a equipe do Programa ACESSE, partem da experimentação para a construção de conhecimentos e reflexões sobre diversos temas, articulando-os com a prática pedagógica e a Base Nacional Comum Curricular.

Fonte: Agência Brasil

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