Sobe para 57 o número de mortos em confronto entre facções rivais em presídio de Altamira

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Governo identifica 16 líderes de grupos criminosos. Dez serão transferidos para o regime federal. Caminhão frigorífico é utilizado para recolher os corpos das vítimas

A Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) confirmou o aumento do número de mortos de 52 para 57 detentos, após confronto entre facções criminosas dentro do Centro de Recuperação Regional de Altamira, sudoeste estado. Nesta segunda-feira (29), líderes do Comando Classe A (CCA) incendiaram cela onde estavam internos do Comando Vermelho (CV). De acordo com a Susipe, 41 morreram asfixiados e 16 foram decapitados.

O Gabinete de Gestão da Segurança Pública determinou a transferência imediata de 46 presos envolvidos no confronto. Entre os presos para transferência estão 16 detentos que foram identificados como líderes das facções criminosos. Dez deles irão para o regime federal. Os demais presos serão redistribuídos pelos presídios no Pará.

O Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves iniciou a retirada dos corpos dos detentos mortos no confronto. Um caminhão frigorífico foi utilizado para remoção.

Famílias em desespero

Os nomes das 57 pessoas que morreram no Centro de Recuperação de Altamira, sudoeste Pará, ainda não foram divulgados. Do lado de fora do Centro, o clima é desespero das famílias que aguardam notícias.

Ana Lúcia caminhava de um lado pro outro na tentativa de descobrir se o marido dela, que está preso no local, é um dos mortos no massacre. “Eu não saio daqui sem notícias dele, alguém precisa me dizer alguma coisa, os carros entram, a polícia, a ambulância sai, e ninguém diz nada”, disse a mulher aos policiais.

A rebelião iniciou às 7h da manhã desta segunda-feira (29). Os detentos chegaram a atear fogo em objetos dentro das alas e fizeram agentes reféns. Além de Ana, cerca de 50 pessoas esperam por informações em frente ao presídio.

De acordo com informações de pessoas que estão no local, durante a tarde desta segunda, policiais entraram encapuzados no Centro de Recuperação. Além disso, alguns presos estão sendo atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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