Tarifas bancárias sobem até 12 vezes mais que a inflação em dois anos

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Recomenda-se ao brasileiro mais interesse no assunto

Não é preciso uma pesquisa nacional para concluir que a maioria dos correntistas brasileiros desconhece o quanto paga pelos serviços bancários. Não pense que é um valor baixo ao fim de cada mês: o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) apurou que o reajuste médio de 70 pacotes de serviços oferecidos pelos cinco maiores bancos do país foi quase o dobro da inflação em dois anos. No entanto, houve casos em que as tarifas subiram até 12 vezes mais que a inflação. 

Os pesquisadores levaram em conta o intervalo entre abril de 2017 e março de 2019, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 7,45%. No mesmo acumulado, o reajuste médio praticado por Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, Itaú e Santander ficou em 14%.

“O Banco Central editou as normas de serviços bancários em 2008, mas elas não (determinam) o indicador para os reajustes ou qualquer outra métrica possível para a correção das tarifas. A única questão que tem é sobre o prazo para os reajustes, que só podem ocorrer a cada 180 dias”, criticou Ione Amorim, economista do Idec. Ela sugere, por exemplo, que o IPCA seja utilizado como balizador do aumento.

Enquanto a lacuna não é corrigida, recomenda-se ao brasileiro mais interesse no assunto.

Não há outra forma de proteger o bolso senão pesquisar valores e estudar qual a melhor empresa para cuidar do dinheiro. O coordenador do Procon da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Marcelo Barbosa, diz que as informações sobre tarifas devem estar explícitas no contrato assinado pelo correntista, no site da empresa e em cartazes nas agências.

O cliente pode optar por pacote de serviços essenciais, que é gratuito, básicos ou diferenciados. Os valores são pré-fixados e podem ser revistos semestralmente ou anualmente. 

O Bradesco informou que “leva em conta indicadores de mercado e características dos serviços oferecidos das cestas” e que “dispõe de amplo portfólio de cestas de serviços”.

O Santander informou que os reajustes “obedecem à inflação desde a última alteração de preço, além de serem ajustadas às condições do mercado”. O Itaú Unibanco disse que “busca sempre manter a melhor relação custo-benefício para os clientes” e que o reajuste “leva em consideração inflação, custos operacionais e características de cada um dos pacotes ofertados”. 

O Banco do Brasil também informou que os preços são baseados na inflação, custos operacionais dos serviços vinculados aos pacotes e movimentos de mercado. “Os pacotes de serviços são oferecidos a partir de R$12,88 e de acordo com as necessidades e perfil de cada cliente”. Caixa não se manifestou.

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