Terno de R$ 4 mil rasga durante casamento e grife é condenada a indenizar noivo no DF

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Empresa deve devolver valor pago pela roupa e mais R$ 1 mil. Decisão é de primeira instância

A juíza Rita de Cássia Rocha, do 5º Juizado Especial Cível de Brasília, condenou a grife Hugo Boss a indenizar um cliente depois que o terno de R$ 4 mil, que ele comprou para o próprio casamento, rasgou no meio da cerimônia.

A decisão é de primeira instância e cabe recurso. Segundo a sentença, a empresa deve devolver os R$ 4 mil que o homem pagou pela roupa, além de indenizá-lo em mais R$ 1 mil por danos morais.

Em depoimento à Justiça, o autor do processo disse que pediu à loja que fizesse alguns ajustes no terno para o casamento. Segundo o homem, um vendedor da empresa disse que ele não deveria se preocupar e que não haveria problema.

No entanto, o cliente afirma que, no dia do casamento, foi avisado por pessoas que trabalhavam na cerimônia sobre um rasgo no paletó, um pouco abaixo do braço esquerdo. Segundo o noivo, a cerimonialista tentou fazer um ajuste, mas o terno voltou a rasgar e o defeito acabou saindo em fotos.

A vítima disse que não fez nenhum movimento brusco que pudesse ter causado o rasgo. Ele alegou que teve de ficar o restante da festa sem o paletó, por conta do problema.

Em depoimento, o homem afirmou que ficou “triste porque comprou o terno para o dia de seu casamento” e que “queria ter ficado por muito mais tempo com o paletó, que tinha achado bonito”.

O que diz a empresa

A grife, por sua vez, alegou que o rasgo não foi causado por nenhum defeito. Segundo a Hugo Boss, o próprio cliente pediu a realização de diversos ajustes que “limitariam a extensão de todos os movimentos em determinadas posições”.

Ainda de acordo com a empresa, o paletó “foi claramente forçado e esticado além das possibilidades de resistência do tecido e costura”.

Ao analisar o caso, a juíza Rita de Cássia Rocha entendeu que não há provas de que o autor fez mau uso do paletó “a ponto de a peça descosturar em um espaço de tempo tão curto”. Ainda segundo a magistrada, além de o noivo ter ficado sem o paletó, a empresa agiu com “descaso” na resolução do problema.

“Não resta dúvida de que tais fatos extrapolam os meros dissabores do cotidiano e atingem atributos da personalidade do autor, em especial em razão do constrangimento de estar com o paletó do terno de seu casamento descosturado em local bastante visível.” VIa G1

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By [email protected]

Jornalista, editor de Painel Político, consultoria e assessoria.

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