Traficante, ator pornô, membro de gangue: o passado obscuro de 18 estrelas de Hollywood

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Antes de se tornarem milionários com seus filmes esses artistas estiveram no lado sombrio

Channing Tatum: ‘stripper’ 

Não é uma história falsa, Channing Tatum (Alabama, EUA, 1980) trabalhou no strip-tease em tempo integral durante anos. Com o nome artístico de Chan Crawford. Quando foi convidado a uma ‘convenção’, aceitou sem ter a menor ideia do que se tratava. “Era um espetáculo enorme com 50 a 70 ‘strippers’ e 2.000 a 3.000 mulheres.

Era uma loucura: elas se jogavam em cima de mim, para me tocar, todas as noites”. Mas a história mais rocambolesca que Tatum gosta de contar é a mulher que começou a gritar para ele “você me lembra o meu sobrinho!” enquanto agarrava sua bunda.

O pai de Tatum não tinha a menor ideia dessa aventura profissional. Ficou sabendo assistindo televisão, quando seu filho contou a história à famosa apresentadora Ellen DeGeneres enquanto promovia o filme ‘Magic Mike’, um drama baseado em suas próprias experiências como ‘stripper’ ainda que as mostre de maneira muito mais divertida do que ele reconhece que era.

Na imagem, Channing Tatum em sua época de ‘stripper’ em uma foto publicada no Twitter.

Jon Hamm: contrarregra no cinema pornô 

O protagonista de ‘Mad Men’, Jon Hamm (Saint Louis, EUA, 1971), esclareceu a lenda urbana de que fez cinema pornô antes de ser famoso.

Na realidade ele se encarregava dos ‘adereços’ que, como se sabe, são elementos essenciais do gênero para que o espectador não se distraia. “Era soft-porn e, por mais estranho que soe, o diretor só queria mostrar bundas e cotovelos”, explicou sobre seu trabalho como contrarregra. “Você precisa saber onde colocar as câmeras, porque a continuidade é muito importante nesse gênero”.

Hamm lembra daquela experiência como “deprimente e devastadora para a alma: não transavam de verdade e era muito triste. Os atores pareciam estar mortos, faziam o que podiam”. E não foi sequer o mais humilhante que Hamm se viu obrigado a fazer naquela época enquanto esperava sua grande oportunidade: em 1996 participou de um programa para encontrar o amor, ‘The Big Date’. A garota escolheu outro.

Na imagem, Jon Hamm no programa ‘The Big Date’.

Jay-Z: traficante de drogas 

O músico, empresário e marido de Beyoncé, Jay-Z (Nova York, EUA, 1969), começou a traficar crack aos 14 anos, mas afirma que seu único vício era “a adrenalina, o imprevisível e o perigoso desse estilo de vida”.

Hoje faz parte do casal mais poderoso da indústria do entretenimento com Beyoncé e segundo ele seu grande sucesso se deve a seu passado como traficante. “Nessa época aprendi a gerir orçamentos”, afirma o agora presidente da empresa fonográfica Roc Nation, “e tudo graças ao tráfico de drogas, porque é preciso controlar muito bem os números para se ter sucesso nesse negócio”.

Na imagem, Jay-Z em 1996.

Al Pacino: garoto de programa 

Seus dois melhores amigos, seu padrinho e sua mãe morreram em questão de dois anos, de modo que Al Pacino (Nova York, 1940) se mudou à Sicília, a terra de seus antepassados, onde lembra que só tinha um trunfo para sobreviver: “Meu corpo. Aos 20 anos, uma mulher me dava casa e comida em troca de sexo. Acordava todas as manhãs e não tinha muito apreço por mim mesmo”.

Essas dificuldades acabaram por fazê-lo retornar a Nova York, onde quis ser ator e estreou aos 27 anos no teatro. Cinco anos depois interpretou Michael Corleone em ‘O Poderoso Chefão’ (seu terceiro filme) e liderou a nova geração de atores de método.

Na imagem, Al Pacino no filme ‘Um Dia de Cão’.

Whoopi Goldberg: viciada em craque 

Uma das histórias se de superação favoritas de Hollywood: quando Steven Spielberg contratou Whoopi Goldberg (Nova York, 1953) para ‘A Cor Púrpura’, ela vivia nas ruas e era viciada em crack. A atriz havia trabalhado como atendente de telefone em uma hot-line e maquiadora de cadáveres, mas estava na pior quando Spielberg mudou sua vida: Goldberg foi indicada ao Oscar e se transformou na mulher favorita dos EUA durante vários anos.

Foi a segunda negra a ganhar um Oscar (por ‘Ghost: Do Outro Lado da Vida’, 51 anos depois da primeira mulher a vencê-lo, Hattie MacDaniel) e a atriz mais bem paga do mundo por ‘Mudança de Hábito 2: Mais Loucuras no Convento’. A Disney teve muitas dúvidas no momento de contratá-la para ‘Mudança de Hábito’ por seu passado nas ruas, mas para a sequência ela fez jogo duro até receber o mais alto salário já pago a uma atriz: 12 milhões de dólares (42 milhões de reais). “A cada vez que eu dizia não”, lembra, “a Disney acrescentava um zero a mais no cheque”.

Na imagem, a atriz em um restaurante em Berlim em 1997.

Robert Downey Jr.: cinco anos na reabilitação 

Maconha, cocaína, heroína… É mais rápido enumerar as drogas por cuja posse o ator Robert Downey Jr. (Nova York, 1965) não foi preso do que pelas que foi. O episódio mais delirante de sua (longa, lenta, mas implacável) queda ao inferno aconteceu em 1996: se enganou de casa, entrou na de um vizinho e se deitou para dormir na cama do filho em uma grotesca versão de ‘Cachinhos Dourados’.

Após passar cinco anos na reabilitação (sim, cinco) se casou com a produtora de ‘Na Companhia do medo’, Susan Levin, que segundo ele “salvou sua vida”.

Quando se recuperou, Hollywood o recebeu como um filho pródigo (seu profissionalismo e amabilidade, mesmo em seus piores momentos, são emblemáticos) e o transformou no ator mais bem pago do mundo graças a ‘Sherlock Holmes’ e ‘Homem de Ferro’.

Na imagem, Robert Downey Jr. e sua mulher Susan em 2006.

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