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Brasil

Um morto e vários feridos após a guarda nacional venezuelana abrir fogo contra oposicionistas

Um porta-voz do Ministério das Comunicações da Venezuela disse que ainda não pode comentar o incidente.

Soldados venezuelanos abriram fogo contra um grupo de civis tentando manter aberto um segmento da fronteira sul com o Brasil para entregas de ajuda humanitária, levando a vários feridos e a primeira fatalidade de uma operação maciça de oposição destinada a prestar ajuda internacional neste devastado país sul-americano, de acordo com testemunhas oculares e líderes comunitários.

Às 6h30 da sexta-feira, um comboio militar se aproximou de um posto de controle criado por uma comunidade indígena no vilarejo de Kumarakapai, no sul do país, que fica na principal artéria que liga a Venezuela ao Brasil. Quando os voluntários tentaram bloquear os veículos militares em frente a eles, os soldados começaram a disparar fuzis de assalto, ferindo pelo menos 12 pessoas, quatro delas seriamente. Uma mulher, Zorayda Rodriguez, 42, foi morta.

Soldados brasileiros descarregam ajuda humanitária de um avião da Força Aérea Brasileira logo após pousar na base aérea de Ala 7 em Boa Vista, estado de Roraima, Brasil, na fronteira com a Venezuela.(Nelson Almeida / AFP / Getty Images)

“Eu peço às forças armadas, é constitucional para eles dispararem contra os indígenas desarmados?”, Disse Jorge Perez, um vereador local na Gran Sabana, o distrito onde a cidade está localizada, que disse estar presente quando os soldados abriram fogo. “É constitucional matar indígenas?”

Pelo menos 30 vizinhos saíram às ruas após o tiroteio, seqüestrando três soldados, segundo Carmen Elena Silva, 48, que se juntou ao bloqueio, e George Bello, porta-voz da comunidade indígena.

“A maioria das pessoas apóia a entrada da ajuda humanitária e queremos manter nossas fronteiras abertas”, afirmou Silva. “Isso é ajuda, não guerra … Todo dia mais crianças morrem.”

Um porta-voz do Ministério das Comunicações da Venezuela disse que ainda não pode comentar o incidente.

Os ativistas pertenciam à tribo indígena Pemones, que se uniu ao esforço da oposição para levar ajuda doada pelos Estados Unidos e outros países das nações limítrofes no sábado. A ajuda está vindo de nações – incluindo os Estados Unidos – que exigiram a renúncia de Nicolás Maduro, e seu governo ordenou o bloqueio total da ajuda, e despachou as forças armadas para reforçar as fronteiras da Venezuela.

O incidente pareceu ser o mais violento confronto em uma operação ainda em andamento que viu milhares de voluntários buscando alcançar nações limítrofes para levar a ajuda. Os líderes da oposição temiam mais confrontos no sábado, quando os voluntários buscarão ajuda na fronteira.

Os ativistas pertenciam à tribo indígena Pemones, que se uniu ao esforço da oposição para levar ajuda doada pelos Estados Unidos e outros países das nações limítrofes no sábado. A ajuda está vindo de nações – incluindo os Estados Unidos – que exigiram a renúncia de Nicolás Maduro, e seu governo ordenou o bloqueio total da ajuda, e despachou as forças armadas para reforçar as fronteiras da Venezuela.

O incidente pareceu ser o mais violento confronto em uma operação ainda em andamento que viu milhares de voluntários buscando alcançar nações limítrofes para levar a ajuda. Os líderes da oposição temiam mais confrontos no sábado, quando os voluntários buscarão ajuda na fronteira.

As informações são do Washington Post – Foto de capa: Priscilla Torres/Folha BV

Sobre o autor

Jornalista, editor de Painel Político, consultoria e assessoria.
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